Desafios dos jornalistas catarinenses estão no baixo piso e no exercício irregular da profissão

Desafios dos jornalistas catarinenses estão no baixo piso e no exercício irregular da profissão

Atualizado em 16/11/2007 às 16:11, por Marina Dias/Redação Portal IMPRENSA.

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O cenário de desafios para os jornalistas de Santa Catarina não é diferente do que ocorre nos demais Estados do Brasil. O baixo piso salarial, R$ 1050, continua a ser uma das maiores queixas da categoria catarinense, além do banco de horas ilegal, a contratação fraudulenta e a denúncia pelo exercício irregular da profissão.

Segundo o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, Rubens Lunge, 48, "os concessionários de radiofusão são os que mais se negam a seguir a regulamentação profissional. Eles contratam jornalistas como radialistas, por conta de um piso salarial menor e uma jornada de trabalho maior do que seria a dos profissionais de rádio".

Entretanto, o presidente garante que o Sindicato vem chamando a categoria para que possam, juntos, melhorar o piso salarial dos jornalistas. "Na medida do possível para a direção da entidade, não faltam esforços para que o piso seja recomposto".

Lunge, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é assessor de imprensa dos Sindicatos de Bancários das cidades de Chapecó e Joaçaba, em Santa Catarina e já trabalhou em diversos veículos. Sua última passagem pelos impressos foi em o Diário da Manhã, também de Chapecó, de onde foi demitido após participar de uma greve. "Os mais de 200 jornais do interior de SC nem sempre respeitam o piso e a jornada de trabalho", declara.

Santa Catarina conta com, aproximadamente, 3 mil jornalistas, sendo que 1,3 mil são filiados ao Sindicato. "Juntamente com o DIEESE-SC, nós realizaremos uma pesquisa, no início de 2008, com o objetivo de buscar dados mais confiáveis sobre a quantidade de jornalistas ativos no nosso Estado, além de registrar o tipo de empresa em que trabalham, o salário que ganham e a jornada de trabalho que executam", afirma Lunge.

Sobre os profissionais que atuam sem diploma no Estado, o presidente diz que são mais recorrentes nos municípios de Campos Novos, Fraiburgo,entre outros localizados no litoral catarinense. "Os cursos de jornalismo em SC auxiliam, e muito, o Sindicato no controle do exercício profissional, já que estão em defesa do posto de trabalho para aqueles que se formam. A ação do Sindicato deve mudar o cenário e oferecer para a sociedade informação com qualidade, essencial para todos nós", finaliza.