Deputado que roubou gravadores processa revista
Deputado que roubou gravadores processa revista
Há um ano, o deputado e vice-presidente da bancada do Partido Socialista (PS), de Portugal, Ricardo Rodrigues, furtou dois gravadores da revista lusitana Sábado, após ter se irritado com perguntas de jornalistas durante uma entrevista.
Após o episódio, a revista acionou o Ministério Público daquele país, que acusou Rodrigues de "atentar contra a liberdade de imprensa". Procurado na última sexta-feira (06) pela imprensa portuguesa, o deputado se recusou a falar com jornalistas. "Não faço declarações sobre as minhas ações privadas e não acho que isso tenha relevância pública. É um assunto que compete aos tribunais resolver". O político também informou que retirou sua imunidade parlamentar para tratar do assunto de forma privada e não pública.
Semana passada, o político pediu indenização de 35 mil euros alegando que a revista "violou seus direitos de personalidade, seu bom nome e reputação".
A jornalista da revista Sábado , Maria Henrique Espada que acompanhava outro colega na entrevista, recebeu a notícia do processo com espanto. "A entrevista foi precisamente há um ano e por isso acho surpreendente que o tenha feito agora. Não sei o que é que o motiva, mas é pelo menos surpreendente", disse ao portal português PÚBLICO.Segundo Maria, o deputado poderia ter ficado desconfortável em relação às perguntas que foram feitas e que levantavam suspeitas sobre sua idoneidade. O próprio político afirmou que voltou a reviver toda a situação em que se envolveu em 2003, quando foi acusado de ter participação em uma rede de pedofilia.
Com o caso, Rodrigues pediu demissão do governo dos Açores e reforçou que foi alvo de "comentários na Assembléia da República por parte de membros dos partidos da oposição ao Governo que lhe fizeram notar que, se calhar, em virtude das suspeitas lançadas pelos jornalistas, não estava à altura de exercer as funções que exerce nas comissões parlamentares".
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