Deputado mineiro Edmar Moreira move 44 processos contra veículos de comunicação

Deputado mineiro Edmar Moreira move 44 processos contra veículos de comunicação

Atualizado em 15/09/2009 às 09:09, por Redação Portal IMPRENSA.

O deputado federal Edmar Moreira (PR-MG) - famoso por possuir um castelo avaliado em R$ 25 milhões - mantém na Justiça 44 processos de indenização por danos morais contra veículos de comunicação. Nas ações, o parlamentar argumenta que parte da imprensa informou, sem comprovação, que sua milionária propriedade fora omitida das declarações de renda.

Agência Brasil
Edmar Moreira
Além de jornais regionais e segmentados como O Estado de Minas , O Tempo e Folha Universal , Moreira mantém ações contra veículos de grande circulação, como Folha de S.Paulo , O Estado de S. Paulo , O Globo , Veja e TVs Band, SBT e Record. Pessoas físicas como os apresentadores José Luís Datena, Jô Soares, Hebe Camargo e Marcelo Tas também são alvos de processos impetrados pelo deputado.

Moreira foi corregedor da Câmara por sete dias. Ao tomar posse, em fevereiro deste ano, defendeu que a Justiça, e não mais o Conselho de Ética, passasse a julgar os casos de quebra de decoro na Casa. O deputado deixou o cargo, após a repercussão de notícias de que ele teria posto à venda um castelo na Zona da Mata mineira avaliado em R$ 25 milhões.

Dos 44 processos, apenas dois já foram julgados. Em um deles, o jornal Folha Universal foi condenado a pagar indenização de R$ 30 mil por danos morais, além de publicação da sentença em espaço proporcional à reportagem veiculada. Já a ação contra o jornal mineiro O Tempo foi julgada improcedente e Moreira foi condenado a pagar R$ 1 mil por encargos honorários e custos do processo. Ainda cabem recursos nos dois processos.

Segundo noticiou a Folha de S.Paulo, o deputado e seus advogados se negam a dar declarações sobre as ações judiciais. O político alega que construiu o castelo com renda de sua empresa de segurança, tendo o repassado a dois filhos.

Moreira é réu em ação julgada no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a suspeita de ter descontado tributos de empregados de sua instituição, a Ronda Empresa de Segurança e Vigilância, e não repassar os recursos à Receita.

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