Deputado hostiliza Xuxa durante votação de “Lei da Palmada” e é afastado da CCJ

"Rainha dos baixinhos em 1982 provocou maior violência contra as crianças em um filme pornô", disse Pastor Eurico durante a votação de lei.

Atualizado em 21/05/2014 às 17:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta quarta-feira (21/5), durante sessão para a votação da chamada “Lei da Palmada” na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o deputado Pastor Eurico (PSB-PE) se exaltou ao ver a apresentadora Xuxa Meneghel acompanhando a audiência. “A conhecida rainha dos baixinhos em 1982 provocou a maior violência contra as crianças em um filme pornô”, criticou.

Crédito:Agência Brasil Deputado ofendeu a apresentadora durante sessão do CCJ na Câmara
Sem poder responder à provocação, ela apenas riu e fez um sinal de coração com as mãos na direção do deputado. A atitude ofensiva custou-lhe o cargo na comissão, que deve ser assumido por Júlio Delgado, colega de partido que representa Minas Gerais.
De acordo com O Globo , a apresentadora da Rede Globo é favorável à proposta de lei, que tem por objetivo coibir tortura, violência e tratamento humilhante contra crianças e adolescentes. Como não possuía direito de resposta por não ser parlamentar, a apresentadora deixou o local sem dar declarações sobre o fato ocorrido.

Para evitar novos desdobramento sobre o episódio, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves pediu que a agressão fosse retirada das notas taquigráficas. Em razão do debate a respeito do assunto, a proposta foi adiada. “Essa matéria está esperando há dois anos. Não votar é adiar a criação de regras para proteger as crianças contra tortura, tratamento humilhante”, afirma o relator Alessandro Molon.
Em comunicado, o partido afirma que a conduta de seu afiliado não representa o pensamento da entidade, que reconhece o esforço e contribuição da apresentadora na instituição das políticas públicas em defesa das crianças e dos adolescentes. “Manifestamos nosso apreço e respeito pelo empenho da referida artista, que deseja aprovar a lei que propõe a cultura da não agressão”, ressalta a nota.