Deputado Emiliano José (PT-BA) defende "democratização da mídia"
Deputado Emiliano José (PT-BA) defende "democratização da mídia"
O deputado federal Emiliano José (PT-BA) tentou amenizar a polêmica em torno da suposta intenção da legenda em criar mecanismos de controle da imprensa. Em sua página oficial na internet, o parlamentar comenta sobre o IV Congresso Nacional do PT, realizado entre os dias 18 e 20 deste mês, e diz que não há restrições a veículos de imprensa no programa de governo da pré-candidata Dilma Roussef.
O mecanismo de imprensa chegou a ser levantado pela imprensa antes do congresso, que definiu a ministra chefe da Casa Civil como candidata da legenda à disputa no Planalto. Segundo reportagem da revista Veja, ferramentas de controle da mídia faziam parte do texto original do programa de Dilma, intitulado "A Grande Transformação". O documento, de acordo com o semanário, precisou ser modificado para alavancar a fase pré-eleitoral da candidata.
Segundo Emiliano, a intenção do partido é "democratizar", combatendo possíveis monopólios existentes, mas não controlar o setor. "Há centenas e centenas de veículos no Brasil que vivem sufocadas pelo pequeno grupo midiático. Queremos democratizar a mídia, o que significa dar oportunidade a outros meios de comunicação. Há outras vozes que não têm a capacidade de se expressar para a nação", disse o parlamentar, em entrevista à Rádio Cruzeiro.
O coordenador da campanha de Dilma, Marco Aurélio Garcia - autor do texto original do programa - também disse anteriormente que "nunca há e não haverá" qualquer mecanismo de controle à imprensa entre as propostas da legenda.
Ainda em entrevista à emissora baiana, Emiliano defendeu a criação de uma nova lei de imprensa no país, após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter derrubado, em abril de 2009, texto existente desde o período da ditadura no Brasil.
"Eu já defendi em várias ocasiões essa necessidade. Nenhuma imprensa no mundo caminha desregulada. Somos o único país no mundo sem lei de imprensa. Trata-se de proteger a cidadania. A mídia não pode se considerar acima de toda a população brasileira".
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