Deputado cobra investigação sobre roubo de equipamentos de equipe do "Fantástico"
Entidades repudiam ato e cobram punição.
Atualizado em 21/07/2014 às 10:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
O deputado federal Fernando Francischini, líder do partido Solidariedade na Câmara Federal, informou que encaminhará um ofício ao ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, para cobrar que a Polícia Federal investigue as denúncias de que os repórteres Eduardo Faustini e Luiz Cláudio Azevedo tiveram o equipamento roubado durante a gravação de uma exibida no último domingo (20/7) no programa "Fantástico", da Rede Globo.
Crédito:Reprodução Entidades e deputado pedem investigação de assalto à equipe do "Fantástico"
Francischini ressaltou que acompanhará o caso de perto. "Um país democrático tem que defender com todas as forças a liberdade de expressão e de imprensa. A imprensa não pode jamais ser cerceada, sob risco de vivermos numa ditadura. Precisamos agir com rapidez e firmeza para evitar que aconteça com outros jornalistas o que, lamentavelmente, aconteceu com o Eduardo Faustini", acrescentou.
Na tarde da última quinta-feira (17/7), Faustini e Azevedo apuravam denúncias de desvio de dinheiro público nas cidades de Anapurus e Mata Roma, localizadas aproximadamente a 183 km de São Luís (MA). O esquema de laranjas movimenta R$ 30 milhões de dinheiro publico em cidades pobres do interior do Estado.
Segundo a atração, os profissionais almoçavam em uma churrascaria quando foram rendidos por sete homens armados, que levaram uma câmera. No mesmo dia, testemunhas ajudaram a identificar alguns dos envolvidos, que trabalhavam na prefeitura.
Ainda na quinta-feira (18/7), a polícia prendeu o policial Raimundo Silva Monteles, sobrinho da prefeita de Anapurus, Tina Monteles. Segundo o comandante-geral da PM do Maranhão, Zanoni Porto, o suspeito confirmou sua participação e informou que foi convidado para acompanhar dois ou três funcionários da prefeitura para se deslocar ao local.
A polícia acredita que houve tentativa de interromper o trabalho da equipe e pediu a prisão de mais três pessoas: o secretário de Finanças de Arapurus, Jairo Lisboa de Sousa; o ex-candidato a vereador Manoel Francisco Monteles Neto; e Agnaldo Henrique Alves.
A prefeitura de Anapurus divulgou nota para lamentar o corrido e pedir às autoridades que esclareçam o crime. "Com relação a servidores do município envolvidos, serão responsabilizados”, pontuou Márcio Wendles, advogado da prefeita. “Quando você atenta contra uma equipe de jornalistas, você tá atentando realmente à democracia e vamos ser duros", acrescentou.
Repercussão
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) divulgou nota para manifestar sua preocupação com as ações criminosas que impedem a atuação da imprensa. A entidade cobrou a investigação do caso e punição dos autores.
Também em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), destacou que identificar e punir os responsáveis é fundamental para que a impunidade não faça crescer casos semelhantes.
Além das entidades, o Instituto Internacional de Segurança da Imprensa, sediado em Londres, solicitou que os agressores dos repórteres sejam encaminhados à Justiça.
Crédito:Reprodução Entidades e deputado pedem investigação de assalto à equipe do "Fantástico"
Francischini ressaltou que acompanhará o caso de perto. "Um país democrático tem que defender com todas as forças a liberdade de expressão e de imprensa. A imprensa não pode jamais ser cerceada, sob risco de vivermos numa ditadura. Precisamos agir com rapidez e firmeza para evitar que aconteça com outros jornalistas o que, lamentavelmente, aconteceu com o Eduardo Faustini", acrescentou.
Na tarde da última quinta-feira (17/7), Faustini e Azevedo apuravam denúncias de desvio de dinheiro público nas cidades de Anapurus e Mata Roma, localizadas aproximadamente a 183 km de São Luís (MA). O esquema de laranjas movimenta R$ 30 milhões de dinheiro publico em cidades pobres do interior do Estado.
Segundo a atração, os profissionais almoçavam em uma churrascaria quando foram rendidos por sete homens armados, que levaram uma câmera. No mesmo dia, testemunhas ajudaram a identificar alguns dos envolvidos, que trabalhavam na prefeitura.
Ainda na quinta-feira (18/7), a polícia prendeu o policial Raimundo Silva Monteles, sobrinho da prefeita de Anapurus, Tina Monteles. Segundo o comandante-geral da PM do Maranhão, Zanoni Porto, o suspeito confirmou sua participação e informou que foi convidado para acompanhar dois ou três funcionários da prefeitura para se deslocar ao local.
A polícia acredita que houve tentativa de interromper o trabalho da equipe e pediu a prisão de mais três pessoas: o secretário de Finanças de Arapurus, Jairo Lisboa de Sousa; o ex-candidato a vereador Manoel Francisco Monteles Neto; e Agnaldo Henrique Alves.
A prefeitura de Anapurus divulgou nota para lamentar o corrido e pedir às autoridades que esclareçam o crime. "Com relação a servidores do município envolvidos, serão responsabilizados”, pontuou Márcio Wendles, advogado da prefeita. “Quando você atenta contra uma equipe de jornalistas, você tá atentando realmente à democracia e vamos ser duros", acrescentou.
Repercussão
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) divulgou nota para manifestar sua preocupação com as ações criminosas que impedem a atuação da imprensa. A entidade cobrou a investigação do caso e punição dos autores.
Também em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), destacou que identificar e punir os responsáveis é fundamental para que a impunidade não faça crescer casos semelhantes.
Além das entidades, o Instituto Internacional de Segurança da Imprensa, sediado em Londres, solicitou que os agressores dos repórteres sejam encaminhados à Justiça.





