Deputado chama diretor de jornalismo de Globo de "falsificador de informações"

Deputado chama diretor de jornalismo de Globo de "falsificador de informações"

Atualizado em 03/10/2007 às 14:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Depois de ter sugerido a criação do , o deputado Fernando Ferro (PT-PE) criticou os recentes artigos de autoria do diretor-executivo da Central Globo de jornalismo, Ali Kamel, sobre os livros didáticos adotados no Brasil, chamando-o de "falsificador de informações".

As críticas foram feitas na última terça-feira (2), na tribuna da Câmara. Em sua fala, o deputado sugeriu que Kamel receba o título de "comissário de assuntos da educação, censura e formação da mente do povo, por usar da velha retórica e do velho discurso anticomunista que se pensava superado".

"Através de vários artigos, Ali Kamel tem acusado o governo Lula de instituir livros didáticos direcionados ideologicamente para apologia do marxismo e do comunismo. [Kamel] é um falsificador de informações porque omitiu cinicamente que o livro que ele condenou foi adotado no governo FHC em 2002 e retirado em abril deste ano, no governo Lula", disse Ferro. O livro em questão é a "Nova História Crítica", de Mário Schmidt, editado pela Nova Geração.

Ferro também acusou Kamel de usar de seu espaço no jornal O Globo para beneficiar seus interesses econômicos e ideológicos. "Por trás dessa atitude desonesta ideologicamente, está um negócio de edição de livros didáticos de mais de R$ 500 milhões. O senhor Ali Kamel parece muito com um lobista de interesses multinacionais, no caso a editora espanhola Santillana", declarou.

E ainda, "Ali Kamel quer atender aos interesses da empresa Santillana, ligada ao jornal El País , que, por sua vez, é afinado ideologicamente com o grupo Opus Dei. Esse grupo reacionário, conservador de direita, católico, anticomunista é conhecido por suas ações no mundo", disse.

A Editora Santillana é dona, no Brasil, da Editora Moderna, que também participa das licitações para a venda de livros didáticos.