Deputada diz que SBT deve responder por "apologia ao crime" de Rachel Sheherazade

Após entrar com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra a jornalista Rachel Sheherazade e o SBT pelo crime de apologia e incitamento ao crime, à tortura e ao linchamento, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) comentou a ação.

Atualizado em 19/03/2014 às 09:03, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Agência Brasil Deputada quer punição ao SBT por depoimento de apresentadora
Em entrevista ao portal Brasil 247, Jandira pontuou que a emissora deve responder por "apologia ao crime" praticada pela apresentadora. Ela também debate o tema na Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), comandada pelo ministro Thomas Traumann. "O SBT tem que responder por isso, não pode acobertar uma pessoa que, com toda a liberdade, manda matar. E que isso sirva de parâmetro para outras emissoras", disse.
A ação se refere ao comentário da apresentadora, que foi ao ar no "SBT Brasil" no dia 4 de fevereiro, no qual argumentou ser "compreensível" a ação de três homens que espancaram e prenderam nu a um poste um adolescente acusado de cometer furtos. Para Sheherazade, esta foi a "legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite".
Segundo a deputada, comentários como este suscitam a legitimação de quem quer agredir. Ela disse ainda que presenciou um caso semelhante e, como médica, teve de socorrer um jovem que foi espancado por um grupo depois de ser acusado de ladrão. "Ninguém pode trazer para si o poder de julgamento. Estamos num estado democrático de direito", enfatizou.
Para Jandira, o ponto central da discussão é o posicionamento da emissora. "Obviamente meu problema não é com a Sheherazade, ela tem abertura para fazer o que faz, mas estamos questionando o SBT, que viola a Constituição e dá espaço para a apologia ao crime. A ação entra em embate com o SBT. Ou tira [a jornalista] do ar, ou muda a conduta ou tem que ter punição", acrescentou.