Depressão pré-Natal. O ano acabou
Depressão pré-Natal. O ano acabou
Atualizado em 08/11/2010 às 17:11, por
Lucia Faria.
Estou deprimida. Minha mente diz que ainda estamos em setembro. O calendário aponta para novembro e as lojas já sinalizam que chegamos ao Natal. Não há nada mais perturbador do que essa falta de sincronicidade entre o tempo presente e o percebido por nós. Estamos sempre em dívida com algum trabalho, com retornos não obtidos, com respostas por dar.
Entro nas redes sociais digitais e observo alguns amigos, na segunda-feira, torcendo para chegar logo a sexta. Acho que algumas pessoas não gostam do que fazem e passam os dias pensando em acabar com essa tortura chamada trabalho. Não sou workaholic, nem de longe, também torço para aproveitar o final de semana, mas gosto de acordar diariamente e trabalhar. Sinto prazer no que faço (pelo menos na maioria das vezes).
Já tentei alguns exercícios para "sentir" a passagem do dia. Um deles foi fazer um cabeçalho no meu caderno de trabalho, destacando a data em vermelho, mais ou menos como fazíamos na escola. Dessa forma, eu imaginava, poderia perceber um dia após o outro. Não resolveu nada. O tempo voou do mesmo jeito.
Depois, resolvi escrever todas as atividades do dia numa agenda. Cansei pouco tempo depois. É como fazer planilha de gastos pessoais....a gente começa bem, anota todas as despesas diárias, mas vai largando aos poucos. Outra tentativa, que li numa revista feminina, foi repassar mentalmente, antes de dormir, tudo o que fiz durante o dia. Nunca chegava ao fim, pois dormia antes.
O comércio poderia nos ajudar também, sem tanta aflição para vender, vender e vender, fazendo o Natal começar em setembro. Já há restaurantes focados em slow food, onde o tempo é outro e a conversa valorizada. Precisamos desligar o celular de vez em quando, desconectar o computador, viajar mais com a família, curtir os amigos. Em todo caso, fica aqui meu apelo: quem tiver uma fórmula eficiente para "sentir o tempo passar", por favor, me conte. Preciso reduzir essa angústia.
Entro nas redes sociais digitais e observo alguns amigos, na segunda-feira, torcendo para chegar logo a sexta. Acho que algumas pessoas não gostam do que fazem e passam os dias pensando em acabar com essa tortura chamada trabalho. Não sou workaholic, nem de longe, também torço para aproveitar o final de semana, mas gosto de acordar diariamente e trabalhar. Sinto prazer no que faço (pelo menos na maioria das vezes).
Já tentei alguns exercícios para "sentir" a passagem do dia. Um deles foi fazer um cabeçalho no meu caderno de trabalho, destacando a data em vermelho, mais ou menos como fazíamos na escola. Dessa forma, eu imaginava, poderia perceber um dia após o outro. Não resolveu nada. O tempo voou do mesmo jeito.
Depois, resolvi escrever todas as atividades do dia numa agenda. Cansei pouco tempo depois. É como fazer planilha de gastos pessoais....a gente começa bem, anota todas as despesas diárias, mas vai largando aos poucos. Outra tentativa, que li numa revista feminina, foi repassar mentalmente, antes de dormir, tudo o que fiz durante o dia. Nunca chegava ao fim, pois dormia antes.
O comércio poderia nos ajudar também, sem tanta aflição para vender, vender e vender, fazendo o Natal começar em setembro. Já há restaurantes focados em slow food, onde o tempo é outro e a conversa valorizada. Precisamos desligar o celular de vez em quando, desconectar o computador, viajar mais com a família, curtir os amigos. Em todo caso, fica aqui meu apelo: quem tiver uma fórmula eficiente para "sentir o tempo passar", por favor, me conte. Preciso reduzir essa angústia.






