Depois de ofensas a Carla Bruni, Irã pede moderação aos veículos de imprensa
Depois de ofensas a Carla Bruni, Irã pede moderação aos veículos de imprensa
O Ministério das Relações Exteriores do Irã pediu à imprensa do país, na última terça-feira (31), para adotar uma linguagem moderada ao se referir a autoridades de outros países. A declaração foi feita depois que o jornal Kayhan publicou um artigo ofendendo a primeira-dama francesa Carla Bruni.
| Divulgação | |
| Carla Bruni |
Segundo informações das agências de notícias, o porta-voz da chancelaria, Ramin Mehmanparast, disse que o uso de palavras inapropriadas para insultar autoridades estrangeiras "não é aprovado pela República Islâmica".
A reprovação do governo do Irã ao jornal foi exposta depois que a França comunicou às autoridades de Terra sobre a forma como o Kayhan se dirigiu a Carla.
A ex-modelo teria sido alvo de críticas por ter defendido publicamente Sakineh Mohammadi Ashtiani, mulher condenada ao apedrejamento por adultério e por ter planejado a morte do marido. O jornal iraniano havia se referido a Carla como "prostituta" e "imoral" no artigo intitulado "Prostitutas francesas entram em alvoroço de direitos humanos".
A publicação havia sugerido, ainda, que a esposa de Nicolas Sarkozy tivesse a mesma sentença de Sakineh, em solidariedade à iraniana.
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