Denúncia de abusos contra jornalistas no Egito
Denúncia de abusos contra jornalistas no Egito
Atualizado em 30/11/2005 às 17:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
O período de eleições no Egito está sendo conturbado para os jornalistas locais e correspondentes que trabalham na região. Segundo denúncias da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), jornalistas foram impossibilitados de realizar seu trabalho e sofreram agressões físicas de autoridades policiais.
O levantamento da RSF contabilizou casos como o de Hossam El-Hamalawy, correspondente do Los Angeles Times , que no dia 20 de novembro foi espancado por nove agentes de segurança, trajados à paisana, na província de El-Behaira, ao norte do Egito. No mesmo dia, o fotógrafo do diário independente Al Masry Al-Youm ficou detido por sete horas numa delegacia de polícia em Suez.
No dia 26 de novembro, o correspondente da BBC, Mohammad Taha, foi agredido por um oficial de polícia, enquanto Mohamed Al-Bolok e sua equipe de reportagem, da TV Al-Jazeera, foram detidos na cidade de Quhafa.
Mesmo em seções eleitorais onde a votação já havia acabado, os repórteres foram proibidos de entrar e tiveram equipamentos apreendidos. Tom Perry, da agência de notícias Reuters, teve o cartão de memória de sua máquina fotográfica confiscado e o fotógrafo da agência France-Presse, Cris Borouncle, foi "aconselhado a não trabalhar", por um policial.
O caso mais chocante aconteceu com Asmaa Mohamed Ahmed Hraiz, do semanário da oposição El-Karamah . Ela foi raptada pela polícia quando saía de uma mesa de votação no distrito de Shoubra-El-Kheima, ao norte do Cairo, teve um aparelho celular e uma máquina fotográfica apreendidas, sofreu ameaças de estupro por parte de um policial e foi espancada por duas policiais até ficar inconsciente e ser abandonada num parque no centro do Cairo.
O Egito passa por um processo de eleições parlamentares tumultuado, que já segue para a terceira e última rodada.






