Denise Rothenburg fala sobre mídias sociais e indicação ao "Troféu Mulher IMPRENSA"
Nascida em Porto Alegre (RS), formada pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens pelo O Globo, Folha de S. Paulo, apresentadora da T
Atualizado em 13/01/2014 às 11:01, por
Lucas Carvalho*.
Nascida em Porto Alegre (RS), formada pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens pelo O Globo , Folha de S. Paulo , apresentadora da TV Rede Vida e responsável pelo no Correio Braziliense , Denise Rothenburg é finalista da 10ª edição do “Troféu Mulher IMPRENSA”, na categoria “jornalista de mídias sociais”. Em entrevista à IMPRENSA, ela conta sobre a presença de mulheres na cobertura política do jornalismo, os desafios que a imprensa brasileira enfrenta ao se adaptar a novos meios de comunicação e sobre a indicação ao prêmio.
Crédito:TV Cultura/Jair Bertolucci Denise Rothenburg (foto) é finalista na categoria "Mídias Sociais" do "Troféu Mulher IMPRENSA"
Após mais de 15 anos cobrindo os acontecimentos do Congresso Nacional, a jornalista Denise Rothenburg viu o crescimento da presença de mulheres no segmento político do jornalismo. “Hoje em dia é muito comum. No Congresso, os deputados costumam dizer que a imprensa política está virando um matriarcado”, diz. Denise ainda considera esse um fenômeno antigo. “Quando eu estava no O Globo e não tinha tanto tempo de profissão assim, a Eliane Cantanhêde já chefiava a sucursal do jornal em Brasília”, continua, citando outros nomes e afirmando ainda que grande parte da imprensa que cobre o Congresso Nacional ao seu lado é formada por mulheres.
Denise participou da cobertura da primeira eleição presidencial por voto direto do período pós-ditadura militar, em 1989, e acompanhou de perto a evolução da prática jornalística no Brasil. Com o advento da comunicação por meio de mídias sociais, a jornalista ainda acredita que a imprensa brasileira engatinha nesse modelo. “O que acontece hoje é que os veículos repetem muito no jornal impresso aquilo que já está no site, e vice-versa”, diz, comparando o modelo brasileiro com o de jornais como o New York Times e o Washington Post . “A gente repetia muito na internet a linguagem de jornalismo impresso, agora é que estamos encontrando uma linguagem própria. Aos poucos nós vamos aprendendo. Estamos trocando o pneu do carro com ele andando”, diz.
Ao saber sobre sua indicação ao Troféu Mulher IMPRENSA, Denise afirma que se sentiu “muito honrada”. “É um troféu muito importante. A gente acha que esses prêmios ficam muito restritos ao jornalismo praticado no Rio e em São Paulo e às grandes emissoras de TV. E existem muitos jornalistas competentes, até melhores do que eu, fora desse eixo Rio-São Paulo. Sair dessa área é importante, por que o jornalismo é nacional”, conclui.
Além de Denise, concorrem na mesma categoria as jornalistas Ana Brambilla (Editora Globo, blog Libellus), Eliane Brum, Cynara Menezes ( Carta Capital ) e Julia Petit (blog Petiscos).
O “Troféu Mulher IMPRENSA” é realizado e idealizado por IMPRENSA Editorial. As votações vão de 14 de janeiro até as 23h59 de 13 de fevereiro. Para mais informações e conhecer a lista de finalistas, .
* Com supervisão de Thaís Naldoni
Crédito:TV Cultura/Jair Bertolucci Denise Rothenburg (foto) é finalista na categoria "Mídias Sociais" do "Troféu Mulher IMPRENSA"
Após mais de 15 anos cobrindo os acontecimentos do Congresso Nacional, a jornalista Denise Rothenburg viu o crescimento da presença de mulheres no segmento político do jornalismo. “Hoje em dia é muito comum. No Congresso, os deputados costumam dizer que a imprensa política está virando um matriarcado”, diz. Denise ainda considera esse um fenômeno antigo. “Quando eu estava no O Globo e não tinha tanto tempo de profissão assim, a Eliane Cantanhêde já chefiava a sucursal do jornal em Brasília”, continua, citando outros nomes e afirmando ainda que grande parte da imprensa que cobre o Congresso Nacional ao seu lado é formada por mulheres.
Denise participou da cobertura da primeira eleição presidencial por voto direto do período pós-ditadura militar, em 1989, e acompanhou de perto a evolução da prática jornalística no Brasil. Com o advento da comunicação por meio de mídias sociais, a jornalista ainda acredita que a imprensa brasileira engatinha nesse modelo. “O que acontece hoje é que os veículos repetem muito no jornal impresso aquilo que já está no site, e vice-versa”, diz, comparando o modelo brasileiro com o de jornais como o New York Times e o Washington Post . “A gente repetia muito na internet a linguagem de jornalismo impresso, agora é que estamos encontrando uma linguagem própria. Aos poucos nós vamos aprendendo. Estamos trocando o pneu do carro com ele andando”, diz.
Ao saber sobre sua indicação ao Troféu Mulher IMPRENSA, Denise afirma que se sentiu “muito honrada”. “É um troféu muito importante. A gente acha que esses prêmios ficam muito restritos ao jornalismo praticado no Rio e em São Paulo e às grandes emissoras de TV. E existem muitos jornalistas competentes, até melhores do que eu, fora desse eixo Rio-São Paulo. Sair dessa área é importante, por que o jornalismo é nacional”, conclui.
Além de Denise, concorrem na mesma categoria as jornalistas Ana Brambilla (Editora Globo, blog Libellus), Eliane Brum, Cynara Menezes ( Carta Capital ) e Julia Petit (blog Petiscos).
O “Troféu Mulher IMPRENSA” é realizado e idealizado por IMPRENSA Editorial. As votações vão de 14 de janeiro até as 23h59 de 13 de fevereiro. Para mais informações e conhecer a lista de finalistas, .
* Com supervisão de Thaís Naldoni





