Demissões na Record de Rio Preto deixam jornalistas inseguros na emissora

Atualizado às 18h55 de 30/09/2011 Duas demissões na TV Record de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, trouxeram insegurança aosprofissionais que trabalham na emissora.

Atualizado em 29/09/2011 às 11:09, por Daniela Ades*.



Duas demissões na TV Record de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, trouxeram insegurança aos profissionais que trabalham na emissora. Na última terça-feira (27), Márcia Gonçalves e Cristina Cais deixaram a empresa, informa o . Há quatro dias, a Record, na capital, demitiu 10 jornalistas, o que gerou questionamento sobre as motivações dos cortes.
Segundo informações do sindicato, a emissora estaria realizando "cortes nos cargos mais custosos" devido a um "enxugamento" de orçamento. Márcia era editora e fechava o telejornal "SP Record" e Cristina era a editora-assistente do mesmo programa. Ambas recebiam salários mais altos e ocupavam cargos de chefia.
A diretora da regional de São José do Rio Preto do sindicato, Daniele Jammal, verifica "a precarização do ambiente de trabalho e achatamento salarial" na cidade.

Márcia Gonçalves disse à IMPRENSA que não esperava pela demissão, pois nunca havia recebido alguma advertência sobre a qualidade do trabalho. "A alegação do chefe era de que São Paulo não estava satisfeito com o telejornal que eu fechava, o 'SP Record'. Mas, eles nunca haviam falado nada de que não estava bom. Ninguém sabia dizer o motivo, pois a ordem viera de São Paulo". A jornalista, que trabalhava na Record há um ano e três meses, conta que não tinha autonomia como editora para pautar o telejornal, que passava pelo aval do chefe de jornalismo, Márcio Zeni.
Márcia Gonçalves conta que a equipe na Record era reduzida e que havia "bastante gente recém-formada", mas não sabia afirmar se a demissão é decorrente de um suposto "enxugamento" de orçamento. Entretanto, ela afirma que agora há um "clima de tensão", pois as pessoas esperam outras demissões.
O sindicato pediu uma reunião de urgência com a direção da TV Record, para que as demissões sejam discutidas. "Pior que essa precarização das condições e do ambiente de trabalho é o péssimo exemplo que a TV Record dá na tentativa de reduzir custos com corte de pessoal", disse José Augusto Camargo, presidente da entidade.
O Portal IMPRENSA entrou em contato com a TV Record de São José do Rio Preto, mas não localizou o responsável para comentar o assunto.

* Com supervisão de Gustavo Ferrari

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