Defesa de Fernando Pimentel afirma que não teve intenção de quebrar sigilo de repórter
Os advogados do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), apresentaram uma nova petição nos autos da Operação Acrônimo, em que afirmam não ter tido o objetivo de solicitar a quebra do sigilo telefônico de um repórter do jornal para descobrir suas fontes.
Atualizado em 22/10/2015 às 09:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Divulgação Defesa do governador nega intenção de quebrar sigilo de jornalista
De acordo com O Estado de S.Paulo , a defesa do político, formada por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, e Pierpaolo Bottini, argumenta que um trecho do pedido dava margem a uma "interpretação diversa" da pretendida e apontava uma "ligeira contradição".
A petição foi apresentada no mês passado depois que o jornal O Globo divulgou notícia sobre o pagamento de R$ 500 mil pelo Sindicato das Indústrias Extrativas de Minas Gerais (Sindiextra-MG) à empresa OPR Consultoria, que pertencia ao governador.
Na última segunda-feira (19/10), Kakay decidiu protocolar uma nova petição no STJ. No documento, ele pontua que o propósito é tentar identificar as autoridades responsáveis pelo vazamento, medida que poderá recorrer à quebra de sigilo de tais autoridades, mas "jamais do profissional de imprensa, que nem pode ser investigado pela simples divulgação de informações".
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, que conduz a Acrônimo, solicitou a apuração do caso para saber quem teria fornecido "documentos aos veículos de comunicação", juntamente com as "conversações telefônicas". Ele destacou que a intenção não é punir jornalistas ou ferir a liberdade de imprensa.
A Operação Acrônimo investiga irregularidades no financiamento e na prestação de contas da campanha de Fernando Pimentel ao governo de Minas no ano passado, e um eventual beneficiamento a empresas com empréstimos no BNDES, subordinado ao Ministério do Desenvolvimento, que foi operado pelo político.





