Decreto de Bolsonaro define atividade da imprensa como essencial

Enfim um ato de paz na conturbada relação entre Bolsonaro e a imprensa. Neste domingo (22) o governo federal publicou um decreto definindo aatividade de imprensa como “essencial” durante o surto de coronavírus.

Atualizado em 23/03/2020 às 10:03, por Redação Portal IMPRENSA.


Uma das consequências da medida é a proibição à restrição de circulação de profissionais da imprensa pelo país.
Assinado pelo presidente e pelos ministros Jorge Oliveira (Secretaria Geral) e André Luiz Mendonça (Advocacia Geral), o documento considera essenciais as atividades praticadas por todos os meios de comunicação, incluindo rádios, TVs, internet, jornais e revistas.
O decreto é especialmente importante devido às restrições de movimentação que ocorrem pelo país. O decreto de quarentena publicado este fim de semana pelos governadores de São Paulo e do Distrito Federal, por exemplo, permite apenas os serviços essenciais nas localidades.
Diferentemente das atividades relacionadas à imprensa, outras profissões não estão caracterizadas como essenciais. A esse respeito, o ministro da saúde, Henrique Mandetta, afirmou em coletiva concedida neste domingo que "em determinado momento o essencial seja um mecânico que conserta uma ambulância".
"É preciso definir o que é essencialidade, para que a gente não faça de uma paralisação total um remédio mais duro do que o próprio vírus, e esse remédio possa inviabilizar nossa vida”, afirmou o ministro.