Debate sobre a TV Brasil coloca em pauta publicidade e desperta o interesse de radiofusores

Debate sobre a TV Brasil coloca em pauta publicidade e desperta o interesse de radiofusores

Atualizado em 20/02/2008 às 16:02, por Redação Portal IMPRENSA.

"A relação entre as emissoras precisa ser simbiótica e não parasitária". Foi assim que o Vice-Presidente Executivo do Grupo Bandeirantes e consultor jurídico da Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra), Walter Ceneviva, traduziu o posicionamento da entidade em relação à entrada da TV pública no cenário da radiodifusão brasileira. O assunto foi debatido em audiência pública realizada na última terça-feira (19), no Senado Federal.

Para Ceneviva, a TV pública é uma realidade prevista na Constituição de 88 e é boa para um ambiente democrático. "O que precisa ficar claro são as regras do jogo, uma vez que a TV Pública não pode utilizar verbas publicitárias para financiamento", ressalta. Segundo ele, a Abra deseja que se cumpra o preceito constitucional, preservando devidamente o convívio com o mercado, e não dividindo o bolo publicitário.

A audiência foi promovida pela Comissão de Educação e pela Subcomissão Permanente de Cinema, Teatro, Música e Comunicação Social. O objetivo foi discutir a Medida Provisória que cria a Empresa Brasil de Comunicação, EBC, a qual estaria subordinada à TV Brasil.

Além do consultor da Abra, participaram do evento a diretora-presidente da EBC, Tereza Cruvinel, o presidente-executivo da Associação Brasileira de TV por Assinatura, Alexandre Annenberg, o diretor-geral da Associação Brasileira de Emissores de Rádio e Televisão, Flávio Cavalcanti Júnior, e o presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Oscar Maurício de Lima Azedo.

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