Debate no Senado defende fortalecimento do jornalismo no combate às fake news
Evento recebeu autoridades e representantes do setor da comunicação em Brasília
Atualizado em 22/03/2018 às 09:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Em debate realizado ontem, dia 21, no Senado, autoridades, especialistas e representantes do setor de comunicação analisaram o impacto da distribuição de notícias falsas nas eleições de 2018 e discutiram como o jornalismo pode se fortalecer para combater o crescimento das notícias falsas na internet. Crédito:Geraldo Magela/Agência Senado
Tarcísio Vieira, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), falou sobre a preocupação do órgão especialmente em ano eleitoral. “No contexto das eleições, o poder destrutivo das informações falsas é indiscutível”, disse.
Na opinião do presidente do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, Murillo de Aragão, ao tratar o tema, não se pode ameaçar a liberdade de expressão. “Toda a questão tem que ter como marco a liberdade de expressão e o combate a qualquer forma de censura. Há uma tentativa de se embargar o debate sobre a legislação das fake news dizendo que ela poderia ensejar a censura, o que não é verdade. Combatemos até a morte em defesa da liberdade de expressão”, afirmou.
Para o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Paulo Tonet Camargo, não há melhor forma de verificação de uma notícia do que o jornalismo. Ele defendeu que os veículos propagadores de informações falsas sejam responsabilizados.
O diretor da Sucursal da Folha em Brasília, Leandro Colon, disse que o momento exige que o jornalismo profissional seja fortalecido. “Nunca o jornalismo profissional foi tão necessário como hoje em dia, em tempos de fake news”, afirmou.
Já o promotor de Justiça Frederico Ceroy, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, sugeriu que o Brasil se inspire na Alemanha, que implementou normas para coibir a disseminação de notícias falsas.
"É uma legislação que vai responsabilizar quem? As plataformas de tecnologia. Eu acho que é um grande erro a gente tentar responsabilizar o usuário que está compartilhando isso", afirmou.
Tarcísio Vieira, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), falou sobre a preocupação do órgão especialmente em ano eleitoral. “No contexto das eleições, o poder destrutivo das informações falsas é indiscutível”, disse.
Na opinião do presidente do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, Murillo de Aragão, ao tratar o tema, não se pode ameaçar a liberdade de expressão. “Toda a questão tem que ter como marco a liberdade de expressão e o combate a qualquer forma de censura. Há uma tentativa de se embargar o debate sobre a legislação das fake news dizendo que ela poderia ensejar a censura, o que não é verdade. Combatemos até a morte em defesa da liberdade de expressão”, afirmou.
Para o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Paulo Tonet Camargo, não há melhor forma de verificação de uma notícia do que o jornalismo. Ele defendeu que os veículos propagadores de informações falsas sejam responsabilizados.
O diretor da Sucursal da Folha em Brasília, Leandro Colon, disse que o momento exige que o jornalismo profissional seja fortalecido. “Nunca o jornalismo profissional foi tão necessário como hoje em dia, em tempos de fake news”, afirmou.
Já o promotor de Justiça Frederico Ceroy, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, sugeriu que o Brasil se inspire na Alemanha, que implementou normas para coibir a disseminação de notícias falsas.
"É uma legislação que vai responsabilizar quem? As plataformas de tecnologia. Eu acho que é um grande erro a gente tentar responsabilizar o usuário que está compartilhando isso", afirmou.





