De aprendiz a professor
De aprendiz a professor
Apesar de ter uma agenda solicitada e uma rotina de trabalho de 17 horas diárias, em média, em suas atividades empresariais, João Doria Jr. arranjou tempo para apresentar o reality show "O Aprendiz", estreando no lugar de Roberto Justus recentemente pela Rede Record, e já fechou contrato para a 8ª temporada, ano que vem. Doria imprimiu ao programa um estilo de liderança que marca sua carreira, frente às empresas que comanda: com garra, mas fundamentado em exemplos e equilíbrio. Perfilado da revista IMPRENSA de agosto (nº 259, pág. 36), o empresário contou à reportagem diversos detalhes sobre seus negócios, sua família e seu envolvimento com comunicação e marketing. Leia a seguir alguns depoimentos de Doria que não entraram no texto impresso:
Exercício da escrita
"Durante o tempo que meu pai se exilou na França, nos correspondíamos por carta, não tinha as facilidades de hoje, demorava muito. Você pedia uma ligação de manhã e falava à tarde ou à noite. Era muito caro e não tínhamos dinheiro, falávamos uma vez por mês, uma conversa muito rápida, eu escrevia e ele me escrevia também. Eu adorava receber cartões postais e eu devo muito do meu aprendizado de escrever a isso, porque era a única forma de me expressar. Sentia muita saudade de meu pai e tinha que escrever, não podia expressar isso por telefone. As cartas iam de navio, quarenta dias mais ou menos, não iam de avião."
Chegada à TV
"Depois da Standard Ogilvy, fui para a TV Tupi. Como minha área na Standard era rádio, TV e cinema, nós nos relacionávamos um pouco com as produtoras e também de áudio e vídeo de televisões. Isso acabou me aproximando da Tupi, que era líder daquela época na audiência. Início da década de 70 e acabei conseguindo uma oportunidade na para ser assistente de contato. Era uma emissora líder que logo depois começou a viver uma crise enorme, mas foi um grande aprendizado. Fui de assistente de contato para contato, depois para projetos especiais e, depois, diretor."
Formação
"Na Faap me formei e já no ano seguinte me tornei professor, de técnica de mercadologia e marketing. Acabei indo para o setor publico, fui convidado para assumir a Paulistur e a Secretaria de Turismo do Município de São Paulo. Dei aula dois anos e meio, cinco semestres. Depois não dava mais, era incompatível, a demanda era muito grande. Eu dava aula de manhã cedo e tinha que chegar meia hora antes, as provas exigiam elaboração, correção. Mas eu gosto de dar aulas e essa foi uma das razões pela qual eu aceitei fazer 'O Aprendiz'. Gosto de ensinar, de ser coach. Gosto de aprender também e normalmente quem ensina aprende."
O entrevistador
"Eu já era presidente da Embratur em 1986 e o então superintendente de programação da Band, Fernando Barbosa Lima, já falecido, filho do Barbosa Lima Sobrinho que foi presidente da ABI. Ele me convidou para apresentar um programa na Bandeirantes e eu declinei porque eu tinha uma função pública, a mesma razão que fez com que eu não seguisse como professor na Faap. Não tinha tempo e achava incompatível conciliar prática pública com privada. Mas pouco tempo depois que eu declinei, o ministro da indústria e comércio do país na época, do governo Sarney, faleceu. Com a notícia de que eu estava deixando a Embratur, o Fernando Barbosa disse que eu não tinha mais justificativa e me ligou. Fui almoçar com ele e comecei a apresentar um programa que se chamava 'Sucesso'."
Show Business
"O 'Show Business' começou como 'Business', decorrente de um programa de rádio que eu apresentava na rádio CBN. Quando ela começou a operar aqui em São Paulo, eu comecei também com o programa, que era na hora do almoço, das 13h às 14h, de segunda à sexta. Começou no rádio e já apresentava o 'Sucesso', na Bandeirantes. Fizemos a transposição do rádio para a TV e levamos o 'Business' para a Band. Depois de certo tempo, quando fomos para a Manchete, transformei em 'Show Business', para levar personagens que não fossem de negócios para dar um pouco mais de oxigênio para o programa."
Confira, em breve, o resumo desta matéria nesta página.
Assinantes podem ler a edição virtual da edição 259 de IMPRENSA pelo link abaixo.






