De 22 assassinatos de jornalistas no Brasil, só um caso teve andamento em 2019
Um levantamento feito pela organização Artigo 19, grupo que advoga a favor da liberdade de expressão, revela um dado preocupante. Entre os 2
Atualizado em 06/11/2019 às 17:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
2 casos de homicídios de comunicadores que aconteceram entre 2012 e 2016 no Brasil, somente um caso teve condenação dos autores proferida em 2019: o do radialista Gleydson Carvalho, assassinado em agosto de 2015 no Ceará.
Crédito:Reprodução O assassinato do radialista Gleydson Carvalho, em 2015, foi o único que teve condenação, em abril deste ano
Três envolvidos no crime foram condenados em abril deste ano. A motivação para o crime seria a “não aceitação de constantes denúncias e críticas sobre supostas irregularidades no âmbito da gestão municipal” feitas no programa de rádio.
Segundo o levantamento, em 2018, 18% dos casos haviam tido uma conclusão satisfatória, com alguma sentença condenatória.
Desde então, a situação praticamente permanece a mesma. A organização considera que 60% dos casos tiveram andamento insatisfatório, com investigações insuficientes ou inconclusivas, casos arquivados ou inquéritos policiais ainda em andamento mais de dois anos após o início das investigações.
“São crimes que vitimam pessoas cuja atividade regular, remunerada ou não, é a busca e difusão de informações de interesse público, em geral realizando denúncias contra pessoas poderosas em suas localidades. Desses 22 casos analisados, cerca de 70% aconteceram em cidades pequenas, com menos de 100 mil habitantes e em 54% o suspeito de ser mandante do crimes é um agente do Estado (político, policial ou outro agente público)”, disse o coordenador do programa de proteção e segurança da ARTIGO 19, Thiago Firbida.
Crédito:Reprodução O assassinato do radialista Gleydson Carvalho, em 2015, foi o único que teve condenação, em abril deste ano
Três envolvidos no crime foram condenados em abril deste ano. A motivação para o crime seria a “não aceitação de constantes denúncias e críticas sobre supostas irregularidades no âmbito da gestão municipal” feitas no programa de rádio.
Segundo o levantamento, em 2018, 18% dos casos haviam tido uma conclusão satisfatória, com alguma sentença condenatória.
Desde então, a situação praticamente permanece a mesma. A organização considera que 60% dos casos tiveram andamento insatisfatório, com investigações insuficientes ou inconclusivas, casos arquivados ou inquéritos policiais ainda em andamento mais de dois anos após o início das investigações.
“São crimes que vitimam pessoas cuja atividade regular, remunerada ou não, é a busca e difusão de informações de interesse público, em geral realizando denúncias contra pessoas poderosas em suas localidades. Desses 22 casos analisados, cerca de 70% aconteceram em cidades pequenas, com menos de 100 mil habitantes e em 54% o suspeito de ser mandante do crimes é um agente do Estado (político, policial ou outro agente público)”, disse o coordenador do programa de proteção e segurança da ARTIGO 19, Thiago Firbida.





