David Rohde fala sobre suas experiências pós-cativeiro
Diz a sabedoria popular que é preciso estar no lugar certo na hora certa. O jornalista americano David Rohde, entretanto, estava no lugar errado na hora errada, mas mesmo assim fez história – muitas histórias.
Atualizado em 03/10/2012 às 12:10, por
Pamela Forti*.
Depois de outros jornalistas terem entrevistado líderes do Talibã com segurança, Rohde fez sua tentativa no dia 10 de novembro de 2008, e não teve a mesma sorte. Em vez de entrevistar Abu Tayyeb, caiu numa emboscada e foi seqüestrado juntamente com o motorista Asad Mangal e o jornalista afegão Tahir Luddin, com quem passaria a dividir o cativeiro pelos próximos sete meses.
Felizmente, um pedaço de corda significou a libertação para o americano e Luddin que conseguiram escapar deixando para trás o motorista, que, aparentemente, compactuava com os sequestradores. Na tentativa de manter a integridade do repórter, o jornal The New York Times – veículo no qual trabalhava, na época – fez um esforço junto aos colegas de imprensa para que o caso não fosse noticiado e não prejudicasse o resgate. Em uma decisão polêmica, até mesmo a Wikipedia colaborou, monitorando e deletando os verbetes sobre Rohde e seu sequestro. O episódio foi retratado no livro “A Rope and a Prayer: a Kidnapping From Two Sides” (Uma Corda e Uma Oração, Um Sequestro a partir dos Dois Lados” em tradução livre) e também em uma série de reportagens publicadas no NYT. Apesar dos dias de angústia, ele recebeu o prêmio Pulitzer naquele mesmo ano pela cobertura da guerra no Paquistão e no Afeganistão.
Leia a entrevista na edição de setembro (283) de IMPRENSA.
*Com Jéssica Oliveira

Felizmente, um pedaço de corda significou a libertação para o americano e Luddin que conseguiram escapar deixando para trás o motorista, que, aparentemente, compactuava com os sequestradores. Na tentativa de manter a integridade do repórter, o jornal The New York Times – veículo no qual trabalhava, na época – fez um esforço junto aos colegas de imprensa para que o caso não fosse noticiado e não prejudicasse o resgate. Em uma decisão polêmica, até mesmo a Wikipedia colaborou, monitorando e deletando os verbetes sobre Rohde e seu sequestro. O episódio foi retratado no livro “A Rope and a Prayer: a Kidnapping From Two Sides” (Uma Corda e Uma Oração, Um Sequestro a partir dos Dois Lados” em tradução livre) e também em uma série de reportagens publicadas no NYT. Apesar dos dias de angústia, ele recebeu o prêmio Pulitzer naquele mesmo ano pela cobertura da guerra no Paquistão e no Afeganistão.
Leia a entrevista na edição de setembro (283) de IMPRENSA.
*Com Jéssica Oliveira






