Datena defende Sheherazade em seu programa; apresentadora agradece

Na última terça-feira (25/2), durante o "Brasil Urgente", da Band, o apresentador José Luiz Datena exibiu uma reportagem sobre um homem que teria sido espancado por tentar assaltar uma idosa.

Atualizado em 26/02/2014 às 16:02, por Redação Portal IMPRENSA.

o "Brasil Urgente", da Band, o apresentador José Luiz Datena exibiu uma reportagem sobre um homem que teria sido espancado por tentar assaltar uma idosa. O jornalista aproveitou o assunto para defender Rachel Sheherazade, do SBT, cujos comentários sobre um caso semelhante gerou repercussão no início do mês.
Crédito:Divulgação Para Datena, Rachel Sheherazade é uma mulher de personalidade
"A Sheherazade estava certa ou errada? Se fizer Justiça com as próprias mãos, corre o risco de matar alguém inocente. Se bem que esses bandidos matam gente inocente a toda hora", afirmou Datena.
Segundo o Notícias da TV, o apresentador ainda sugeriu que fosse feita uma enquete para saber a opinião do telespectador sobre Sheherazade, mas foi impedido pela produção do "Brasil Urgente". Datena disse ainda que ela é "uma mulher de personalidade", que representa "uma parcela da população cansada de tantos assassinatos".
Raquel Sheherazade agradece
Em entrevista ao portal RD1, a jornalista agradeceu o colega de profissão. "Um posicionamento como esse, em rede nacional, só poderia ter partido de um jornalista independente e corajoso como José Luiz Datena, a quem eu sempre admirei, e em quem, muitas vezes, procuro me espelhar", disse.
Rachel voltou a deixar claro que não defende a violência, mas sim o direito do cidadão de se defender. No último dia 4 de fevereiro, a apresentadora usou seu espaço opinativo no "SBT Brasil" para defender um grupo de "justiceiros" que espancaram e deixaram um assaltante preso nu a um poste no Rio de Janeiro. A repercussão negativa obrigou-a se retratar dois dias depois no mesmo telejornal.
A opinião de Datena diverge de outro jornalista da Band, Ricardo Boechat. Na última sexta-feira (21/2), o jornalista defendeu o direito de Sheherazade de se expressar, mas a chamou de "fascista" e disse que sua opinião era "abominável".