Dalai Lama pede que jornalistas que chegam ao Tibete tenham total liberdade
Dalai Lama pede que jornalistas que chegam ao Tibete tenham total liberdade
Nesta quarta-feira (26), Dalai Lama, líder espiritual tibetano, pediu que Pequim dê liberdade de ação aos jornalistas estrangeiros que foram liberados para visitar o Tibete, acompanhados por autoridades chinesas.
Exilado na Índia desde 1959, Dalai Lama afirmou que a decisão de deixar os jornalistas entrarem na convulsionada região é muito boa. Entretanto, pediu isenção na hora de transmitir as notícias e disse que os correspondentes deveriam conhecer os antecedentes da região, para evitar que as informações sejam artificiais. "Isso deve ser feito com completa liberdade. Só assim vocês terão acesso à verdadeira situação", afirmou.
O governo chinês permitiu que os jornalistas conversem com as vítimas da violência e mostrem as propriedades destruídas pelos manifestantes, mas não deu garantias de que a cobertura será feita em total liberdade.
O grupo de profissionais não inclui, por exemplo, nenhum nome da Agência France Presse ou de qualquer outra grande agência de informação mundial.
Protesto
Os protestos do Tibete contra Pequim começaram na cidade de Lhasa, no último dia 10 de março, aniversário do fracassado golpe de 1959 contra o regime chinês na região.
As manifestações ficaram violentas e se espalharam para várias outras partes do país, com as autoridades chinesas acusadas de usar de forte repressão para conter os protestos.
A China acusa o Dalai Lama de orquestrar a violência, o que foi veemente negado pelo líder tibetano. "Se a violência continuar e ficar fora de controle, eu renunciarei", advertiu.
As informações são da Agência AFP.
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