"Daily Beast" retira reportagem do ar e pede desculpas por expor atletas homossexuais

Após provocar polêmica e inúmeras críticas, o jornal americano The Daily Beast retirou de seu site uma reportagem em que mostravacomo os atletas homossexuais que participam das Olimpíadas usam aplicativos de celular para marcar encontros sexuais.

Atualizado em 15/08/2016 às 09:08, por Redação Portal IMPRENSA.

críticas, o jornal americano The Daily Beast retirou de seu site uma reportagem em que mostrava como os atletas homossexuais que participam das Olimpíadas usam aplicativos de celular para marcar encontros sexuais.
Crédito:Reprodução/Daily Beast Jornal pediu desculpas por expor atletas da Rio-16
Segundo o El País Brasil , o jornalista Nico Hines, autor da matéria, entrou em contato com diversos esportistas por meio do Grindr, aplicativo dirigido a garotos homossexuais e bissexuais, e publicou algumas das mensagens enviadas no texto, revelando dados dos perfis dos usuários, como peso, altura, língua e nacionalidade.
Além disso, grande parte dos atletas descritos eram de países em que homossexuais são perseguidos. Depois da polêmica gerada com a divulgação das informações, o Daily Beast substituiu o artigo por um dos editores.
"Nós nos equivocamos. Sentimos muito. E pedimos desculpas aos atletas que podem ter sido inadvertidamente comprometidos pela nossa história", escreveram. "Temos valores profundos, entre os quais se encontram enfrentar valentões e fanáticos, e ser, especificamente, uma voz, orgulhosa, de apoio à comunidade LGBT de todo o mundo", acrescentaram.
Reações
A presidente do coletivo Glaad, que luta pelos direitos dos homossexuais, Sarah Kate, destacou que o texto "colocava esportistas LGTB em perigo". O nadador Amini Fonua, de Tonga, que é homossexual, usou seu perfil no para criticar o jornal.
"Imagine um espaço onde você pode se sentir seguro, o único lugar onde você é capaz de ser você mesmo, ser arruinado por uma pessoa que pensa que tudo é uma brincadeira", publicou ele na rede social.
O jornalista Mark Joseph Stern, da revista online Slate, classificou o episódio de "selvagemente antiético", enquanto o Huffington Post ressaltou que a publicação sofria com as consequências.