Da novidade a experiência: Mari Palma, Sheila Magalhães e Joyce Pascowitch ganham Troféu Mulher Imprensa

A 12ª edição do Troféu Mulher Imprensa, que aconteceu no dia 10 de julho, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, reverenciou a nova e velha

Atualizado em 14/07/2017 às 17:07, por Stephanie Ramos (Universidade Presbiteriana Mackenzie) e Vinícius Vieira (Faculdade Campo Limpo Paulista).

Da novidade a experiência: Mari Palma, Sheila Magalhães e Joyce Pascowitch ganham "Troféu Mulher IMPRENSA"

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A 12ª edição do "Troféu Mulher IMPRENSA", que aconteceu no dia 10 de julho, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, reverenciou a nova e velha geração do jornalismo, nas mais diversas plataformas. De um lado, a estreante Mari Palma, apresentadora do “G1 em Um Minuto” da Rede Globo, era contemplada pela primeira vez, em sua carreira, na categoria “Repórter de Site de Notícias”: “Ano passado eu já fui indicada, também, e fiquei mega feliz, porque pensei: ‘Gente, quem sou eu?’”, disse a jornalista antes da premiação. Já em seu discurso, após receber o prêmio, Mari Palma, que está há nove anos na profissão, relembrou a sua trajetória e o desafio de ir para tela da televisão: “Na TV você é vista, como seu cabelo está, como a sua roupa está, se você engordou ou se está com olheira”, frisou.

Crédito:Edwaldo Costa e Heron Marques Jornalista Mari Palma recebe o primeiro prêmio da sua carreira

As lágrimas invadiram o seu discurso ao lembrar da família: “Tenho um exemplo que me faz querer ser muito guerreira, que é a minha mãe. Meu pai perdeu a visão em uma época em que o homem trabalhava e cuidava da casa, e a minha mãe, até então do lar, teve que assumir essa responsabilidade”, disse a repórter em tom emocionado, que ainda frisou: “Aprendi muito com o meu pai, que sem enxergar me ensinou a enxergar com o coração, e me ensina todo dia”. Por fim, a jovem jornalista dedicou seu prêmio, também, as estudantes de jornalismo que estão saindo da faculdade sem saber o querem fazer, e disse: “Hoje eu tô aqui para mostrar que sim, é possível. Existe espaço pra gente jovem, com piercing no nariz e com oito tatuagens, existe! É só ser de verdade que as coisas acontecem e trabalhar muito, porque o resultado eventualmente vem”.

Crédito:Edwaldo Costa e Heron Marques A jornalista Sheila Magalhães ganha o Troféu Mulher Imprensa pela terceira vez consecutiva

Se Mari Palma debutava na premiação, do outro lado, a jornalista Sheila Magalhães, da Band News FM, conquistava o seu terceiro troféu consecutivo na categoria “Diretora ou Editora de Redação”, após ter ganho nas edições de 2015 e 2016, respectivamente. Antes de subir ao palco do Teatro Sérgio Cardoso, a jornalista afirmou que não há fórmula e nem receita que explique ser consagrada por três vezes seguidas, mas classificou a importância do prêmio para as mulheres profissionais da comunicação: “E eu acho que isso é muito bem reconhecido pelo Troféu Mulher Imprensa, de maneira muito singular, que é o trabalho de representatividade da mulher, que é um trabalho de reconhecimento do trabalho da mulher, de como as mulheres podem e devem exercer o seu papel, o desenvolvimento dos seus talentos, enfim, trabalhar nas diferentes frentes da comunicação com respeito, com autonomia, com liberdade, eu acho que isso é o mais importante”, salientou.


E existir e resistir, foram os dois verbos mais repetidos no discurso de Sheila, ao receber o prêmio. No palco, agradeceu a todas as mulheres com quem trabalha, e que junto dela, ajudam todos os dias a construir a Band News FM. Também falou sobre o machismo nas redações e nos veículos de comunicação, muitas vezes disfarçados em piadas. “Quando eu digo que ainda há muito machismo nas redações e nos veículos de comunicação, é verdade. Às vezes é aquele machismo travestido de brincadeira. Não tem brincadeira com o machismo, né? Não é brincadeira” disse a jornalista. Sheila expressou também seu desejo por ver mais mulheres em cargos importantes no jornalismo, “Nos microfones, nas colunas de opinião, nas mesas de debate, onde elas quiserem”.

Crédito:Edwaldo Costa e Heron Marques Joyce Pascowitch recebe prêmio por contribuição ao jornalismo

“Nunca foi fácil chegar até aqui, mas eu achei desde pequena, que para eu ser alguma coisa na vida, eu ia ter que fazer barulho” disse Joyce Pascowitch, ao receber a homenagem com o Troféu Mulher Imprensa de Contribuição ao Jornalismo. Joyce tem um currículo invejável a qualquer jornalista, com passagens pela Revista Época, Quem, Globo News e Folha de S. Paulo , onde foi colunista social durante catorze anos. No início dos anos 2000 criou o site Glamurama, voltado para moda, comportamento e lifestyle. Hoje é editora nas revistas Poder e Joyce Pascowitch.


A jornalista se tornou uma grande referência em colunas sociais conforme os anos, mas não esconde o prazer que sente ao ser reconhecida e entrevistada pela nova geração de jornalistas. Terceira filha mulher de uma família judia, Joyce sempre tentou se destacar entre as irmãs para receber atenção. Emocionada, expressou em seu discurso o orgulho que sente em ser mulher, antes de mais nada - e ainda mais por ser mulher jornalista. Sobrou espaço no discurso para se emocionar ao contar a felicidade por seu filho ter seguido os passos da mãe, embora tenha confessado que não sonhava com isso, por achar que “era pedir demais da vida”.


Segurando o troféu nas mãos, Joyce terminou o discurso feliz pelo que conquistou em sua carreira até hoje. “Só posso dizer que estou muito feliz de ter chegado até aqui, que não foi fácil, e que eu queria agradecer a todos que por bem ou por mal, me fizeram chegar aqui. Obrigada” completou.