"Da minha parte, a imprensa pode falar o que bem entender", diz Dilma Rousseff

"Da minha parte, a imprensa pode falar o que bem entender", diz Dilma Rousseff

Atualizado em 23/09/2010 às 10:09, por Redação Portal IMPRENSA.

A candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) afirmou, na última quarta-feira (22), que a imprensa teria "exagerado um pouco" ao veicular matérias a seu respeito durante sua campanha. A ex-ministra disse, ainda, que, caso seja eleita, não irá interferir no trabalho dos jornalistas. "Se eleita, agora é a minha propaganda para a mídia, vocês podem criticar o dia inteiro", prometeu.

Dilma informou que as notícias a seu respeito não a incomodariam, e disse ser "absolutamente tolerante" às críticas que recebe dos meios de comunicação do país.

Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo , Dilma declarou que prefere receber críticas ao "silêncio da ditadura", e que usaria argumentos para protestar caso houvesse exageros. "Da minha parte, a imprensa pode falar o que bem entender. Eu, o máximo que vou fazer, quando achar que devo, é protestar dizendo: "está errado por isso, por isso e por isso", disse a presidenciável.

Perguntada se haveria algum "golpe midiático", Dilma respondeu: "Não vou falar que tenha golpe midiático, só vou falar que exageram um pouco. É só vocês lerem os jornais, tem hora que exageram pesado".

A presidenciável evitou dar declarações a respeito do ato contra a imprensa, organizado pelo seu partido, que acontecerá nesta quinta (23), em São Paulo (SP).

Além disso, a petista fez comentários sobre o caso de tráfico de influência que causou a saída de Erenice Guerra do Ministério da Casa Civil. Dilma defendeu a exoneração de todas as pessoas indicadas pela ex-ministra, que teriam sido indicadas a cargos na instituição por parentesco ou amizade.

Os comentários de Dilma sobre a imprensa foram feitos depois que coordenadores da campanha teriam aconselhado a petista a moderar suas críticas contra os veículos de comunicação. Segundo a Folha, os desabafos da candidata poderiam ser usados pelos partidos concorrentes como forma de mostrar a fragilidade e o cansaço da ex-ministra.

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