Curso online ensina como fazer jornalismo não sexista

Estão abertas as inscrições para o curso online gratuito “Cobertura inclusiva: perspectiva de gênero na redação”

Atualizado em 26/02/2020 às 11:02, por Redação Portal IMPRENSA.

. As aulas são em espanhol e serão realizadas de 2 a 29 de março.

Durante quatro semanas, os participantes conhecerão estratégias e dicas para cobrir diferentes gêneros e identidades. O objetivo é que os participantes tenham um entendimento geral da perspectiva de gênero aplicada à elaboração de artigos jornalísticos.

Além disso, o curso pretende gerar um entendimento comum da situação das mulheres e da população LGBTIQ + e dos problemas que as afligem de uma maneira particular que permita melhorar as abordagens jornalísticas.

A iniciativa é do Centro Knight de Jornalismo nas Américas, em parceria com a International Women's Media Foundation e apoiado pela Google News Initiative.
Crédito:Centro Knight

Conteúdo
Módulo 1: Conceitos básicos sobre gênero Por que falar sobre uma abordagem de gênero nas redações e na cobertura? O gênero como categoria de análise, como teoria e perspectiva, permite revelar arestas e abordagens que permaneceram ocultas do olhar androcêntrico. Neste módulo, aprofundaremos esses conceitos, acima de tudo, para ter as ferramentas que nos permitem aplicá-las posteriormente ao mundo da mídia e à cobertura que realizamos. Discutiremos a perspectiva intersetorial e quais perguntas específicas nos permitem aplicar a nossa cobertura. Entradas e ferramentas também serão fornecidas para que eles possam aplicar o idioma inclusivo às suas narrativas.

A reflexão sobre esses conceitos e propostas teóricas proporcionará àqueles que se dedicam à edição de insumos para detectar más práticas jornalísticas, discriminatórias e estereotipadas, e, portanto, criar abordagens que não tornem invisíveis também as mulheres ou pessoas LGBTIQ +. nem reproduzem estereótipos sexistas.

Este módulo cobrirá: • Gênero como categoria de análise • Abordagem de gênero. O que é e como se aplica à elaboração de peças informativas • O que é interseccionalidade? • Uso de linguagem inclusiva na mídia
Módulo 2: Cobertura para mulheres Como fazer jornalismo não sexista? Neste módulo, aprofundaremos outros conceitos, como patriarcado, sexismo e estereótipos sexistas, que, juntamente com as contribuições conceituais da semana anterior, permitirão realizar uma análise da cobertura. Tomaremos como referência os resultados do monitoramento do conteúdo midiático da região e da esfera internacional que revelará as principais dificuldades e cobertura sexista. Com base em estratégias inovadoras da região, compartilharemos exemplos e contribuições para solucionar as dificuldades analisadas. Os exemplos compartilhados, bem como a identificação de erros, permitirão, ao preparar o plano de trabalho, considerar e tomar decisões sobre quais e como essas recomendações podem ser incorporadas em suas redações. Este módulo cobrirá: • Patriarcado, Sexismo e Estereótipos Sexistas • Como aplicar a abordagem de gênero no âmbito dos fundamentalismos • Análise da situação das mulheres na América Latina. Como você relata essas questões na mídia? • Estratégias inovadoras na região para combater o sexismo na mídia. Recursos, projetos e ferramentas.
Módulo 3: Identidades. O ABC do LGBTIQ + As pessoas LGBTIQ + tornam visíveis quatro eixos do espectro da identidade pessoal. Vamos explorar conceitos básicos e identificar termos apropriados para se referir às pessoas LGBTIQ +; Analisaremos a cobertura e aprenderemos boas práticas para evitar qualquer viés nas abordagens, edição e tratamento com as fontes.

A maneira pela qual a mídia cobre esta questão pode implicar maior igualdade de direitos ou mais violência e discriminação simbólicas. Em muitos espaços informativos, essas questões não são abordadas e, quando abordadas, reproduzem preconceitos. O conhecimento especializado contribui para um trabalho mais preciso, com contraste e contexto, através do método jornalístico.

Este módulo cobrirá: • O espectro da identidade: conceitos-chave • LGBTIQ + o dilema da sigla e manuais de estilo • Análise da cobertura da mídia na população LGBTIQ +: erros comuns e más práticas • Fontes de referência, recursos e conselhos para uma cobertura respeitosa e informada • Debates atuais: como abordá-los? • Exemplos e casos: Como outras mídias resolveram isso? Que outros recursos existem para jornalistas?
Módulo 4: Cobertura sobre violência de gênero A violência contra as mulheres e contra as pessoas LGBTIQ + é um problema inevitável na região da América Latina. O monitoramento do conteúdo da mídia e a análise de cobertura nos mostraram que os tratamentos jornalísticos sobre o assunto freqüentemente envolvem a reprodução de estereótipos, revitimização, sensacionalismo e abordagens que se aprofundam pouco e contribuem menos para forjar uma cidadania informada e com elementos que os permitam. exigir direitos.

Este módulo problematiza em torno da violência - as declarações e as que ainda não foram nomeadas - as maneiras pelas quais elas afetam particularmente mulheres e pessoas LGBTIQ e suas características específicas. Além disso, analisaremos algumas peças e cobertura paradigmática para posteriormente compartilhar ferramentas que nos permitam transcender essas abordagens e criar abordagens respeitosas. O debate e a compreensão desses conteúdos impedirão que erros conhecidos, como abordagens sensacionais e revitimizadoras, sejam repetidos.

Este módulo cobrirá: • Violência contra mulheres e pessoas LGBTIQ Existe violência específica que afeta particularmente esses grupos sociais? Quais são eles? Quais são suas características? Em que áreas acontecem? Quem são os autores? • Relate e veja: qual é a resposta do jornalismo a essas violências • Rumo a abordagens e perspectivas respeitosas dos direitos humanos • Debate: especialistas nos contam como aplicaram estratégias inovadoras com uma abordagem de gênero na América Latina • Planos de ação Uma ferramenta para mudança organizacional.

Inscrição É preciso preencher o para a inscrição.

Troféu Mulher IMPRENSA Está aberta a votação do . São 18 categorias que visam premiar as profissionais de destaque em cada setor, segundo voto dos internautas do Portal IMPRENSA.
Idealizado e promovido pela Revista e Portal IMPRENSA, o prêmio tem como missão difundir o trabalho das mulheres na comunicação em todo o Brasil e fomentar a pauta dos direitos da mulher.