Culpar Manning de 'ajuda ao inimigo' destrói jornalismo investigativo, alega Assange

Julian Assange, fundador do Wikileaks, disse na última segunda-feira (29/7) que, se o soldado americano Bradley Manning for declarado culpado de "ajuda ao inimigo" por vazar informações confidenciais dos Estados Unidos, será aberto um precedente muito sério que levará ao fim o jornalismo investigativo.

Atualizado em 30/07/2013 às 09:07, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Divulgação Jornalista acredita que condenação do soldado pode reprimir a produção de reportagens investigativas
"'Ajuda ao inimigo' é uma acusação militar, mas que afeta a todos", afirmou Assange em entrevista à CNN na embaixada do Equador, em Londres.


Segundo a EFE, a juíza deverá decidir se Manning é culpado de espionagem e ajuda ao inimigo. A pena máxima é a prisão perpétua, assim como de outras 20 acusações.


O governo americano acusa Manning por vazar mais de 700 mil documentos confidenciais ao Wikileaks. O jornalista afirma que o soldado deixou claro durante o julgamento que estava disposto a aceitar o risco por ser um militar e divulgar segredos do Pentágono e do Departamento de Estado. "Chamo esse tipo de pessoa de heróis", completou.


O fundador do Wikileaks, apresentado pela promotoria como colaborador de Manning, assegurou que o soldado, ex-analista militar no Iraque entre o fim de 2009 e o começo de 2010, foi o responsável pelo começo das revoluções da Primavera Árabe.


A publicação das comunicações diplomáticas vazadas por Manning foi identificada por analistas políticos como um dos aceleradores das revoltas na Tunísia.


Leia também