Cuidados de gente grande
Cuidados de gente grande
MARI MACCABELLI, DIRETORA DE MÍDIA DA PUBLICIS, FALA SOBRE AS CRESCENTES REGULAMENTAÇÕES DA COMUNICAÇÃO DIRIGIDA AO PÚBLICO INFANTIL
No início dos anos 1990, Suécia e Noruega baniram da televisão a propaganda para crianças. Em 2007, o governo britânico proibiu comerciais de alimentos com alto teor de açúcar e gordura. Trinta anos antes, a província de Quebec tinha tomado a mesma providência, mas isso não impediu o aumento da obesidade infantil no Canadá, que subiu de 3%, em 1978, para 8% em 2007. Talvez porque falte um componente à equação, acredita Mari Maccabelli, diretora de mídia da Publicis. "Nos últimos anos as crianças mudaram demais seus hábitos. Passam muito tempo diante da TV e do computador, se exercitam menos, brincam menos."
No Brasil, campanhas infantis também estão cada vez mais normatizadas, seja por recomendação do Conselho de Auto-Regulamentação (Conar), por iniciativa dos fabricantes ou pelo debate em torno do Projeto de Lei 5.921/01, que regulamenta a propaganda para crianças de até 12 anos. "Se está havendo uma mudança por parte do público, temos de nos adaptar", julga Mari. "Empresas de alimentos já começam a se movimentar, trazendo produtos mais saudáveis, naturais. Se elas estão fazendo isso, nós, de comunicação, temos obrigação de fazer o mesmo movimento. O que deve regrar a atividade é a consciência, mesmo que no começo isso atrapalhe, entre aspas, o lado criativo."
Leia a matéria completa na edição nº 6 do Caderno de Mídia






