Cuba considerou "ridículo" discurso de Bush sobre celular
Cuba considerou "ridículo" discurso de Bush sobre celular
Cuba classificou na última quinta-feira (22), como um "show decadente" um discurso do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em que ele autorizou residentes americanos a enviar telefones celulares a seus parentes em Cuba.
A medida adotada pelo presidente norte-americano serviria como uma pequena fissura no embargo comercial (aplicado pelos EUA há mais de 45 anos contra Cuba) e ainda como uma forma de pressionar a aceleração das reformas na ilha socialista.
"Foi um discurso ridículo, irrelevante e cínico, um ato de propaganda de mau gosto", afirmou o chanceler Felipe Pérez Roque em entrevista à imprensa, em Havana.
O presidente Raúl Castro, que assumiu a Presidência em fevereiro, no lugar de seu irmão Fidel, que está doente, autorizou em abril a venda de telefones celulares aos cubanos, para melhorar a qualidade de vida deles.
Em discurso, durante a comemoração do recém-criado "Dia da Solidariedade com o Povo Cubano", Bush afirmou que a política sobre Cuba não vai mudar a não ser que Castro conceda mais liberdades, solte os presos políticos e faça reformas econômicas, mas que não acredita que essa seja a intenção do regime daquele país.
Roque disse que o americano é um "líder exausto", que está "fazendo suas malas para ir para seu rancho no Texas desacreditado e rejeitado em seu próprio país."
Além disso, o ministro cubano pediu uma explicação americana para o comportamento de seu alto diplomata na ilha Michael Parmly, acusado por Cuba, nesta semana, de enviar dinheiro americano de um exílio anti Castro nos Estados Unidos para dissidentes na ilha.
Desde que fez a acusação na segunda-feira, o governo mostrou vídeos e e-mails das conversas da dissidente Martha Beatriz Roque, que teria recebido dinheiro de um grupo fundado em Miami pelo empresário Santiago Alvarez.
Roque declarou acreditar que os Estados Unidos vão tomar medidas para corrigir a conduta de seus diplomatas em Cuba.
Com informações da Reuters
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