Critérios e cobertura nas eleições norte-americanas

Pensando em um cenário de mundo globalizado, onde toda e qualquer informação ou acontecimento, seja nacional ou internacional, é importante,

Atualizado em 01/12/2015 às 01:12, por .

Artigo vencedor do Foca na IMPRENSA (novembro/2015), por Handerson Faria (Centro Universitário Anhanguera)

não se pode jamais fechar os olhos para a política internacional. E para que se mantenha os olhos bem abertos, uma boa cobertura jornalística se faz necessária.
Quando a política em questão se trata de eleições presidenciais da maior potência econômica mundial, a relevância da narrativa de fatos ganha uma dimensão ainda maior. Partindo desse princípio, a cobertura desse grande evento precisará, invariavelmente ser bem cuidadosa. A importância dela está explícita e dependendo da forma como for feita iremos entender de fato como o resultado irá afetar o mundo, e claro, o Brasil.
A corrida presidencial norte-americana ao mesmo tempo em que vai ganhando forma e corpo, com os candidatos fazendo campanha com estratégias distintas, vai obtendo também a atenção mundial. O que não chega a ser nenhuma surpresa, não é nenhum absurdo afirmar que o que acontecer nas eleições da terra do Tio Sam irá determinar muita coisa no cenário mundial, politica e economicamente.
Para o Brasil, a cobertura das eleições presidenciais norte-americanas deve ser feita com total responsabilidade. Uma vez que o país pode ser citado como um telespectador e porque não dizer personagem relevante sim nesse processo eleitoral. Afinal de contas, nosso país é o maior da América do Sul, ainda que em momentos de crise como o que estamos vivendo atualmente fique um pouco esquecido mas desempenhamos um papel de liderança no cenário sul-americano. E sabemos bem que essa região é vista com olhos atentos pelos norte-americanos. Dependendo de quem sair vencedor essa atenção pode caminhar para um lado positivo ou negativo.
No jogo da política, EUA e Brasil definem-se como parceiros. Países de enorme relevância no continente americano, o que faz com uma relação amistosa seja proveitosa para ambos. Claro que as coisas são dessa forma porque ambos podem usufruir, cada um com seu interesse, de que assim permaneçam. Quando isso não acontece gera-se um tremendo mal-estar. Como no caso de espionagem ao qual os dois governos estiveram envolvidos recentemente, em que a presidente Dilma Rousseff chegou a cancelar uma viagem oficial aos EUA e posteriormente um pedido de desculpas do próprio presidente Barack Obama se fez necessário.
Eleições como essa, em países onde o resultado exerce influência significativa devem ser muito bem retratadas, como uma cobertura jornalística que mostre muito mais do que "apenas" o vencedor. Mas que faça com que o telespectador saiba o que aquilo interfere no seu dia a dia. Se isso acontecer, é possível afirmar com toda certeza que a cobertura foi perfeita.