Cristian Boragan e a psicologia e o interesse de Marcos Guião pelas plantas medicinais

Jornalismo hipnotizante Crédito:Vanessa Motroni Cristian Boragan começou sua carreira no jornalismo em 1999, como radialista na TV Gospel de São Paulo, onde nasceu.

Atualizado em 03/09/2013 às 14:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Boragan começou sua carreira no jornalismo em 1999, como radialista na TV Gospel de São Paulo, onde nasceu. Com passagens pela extinta Manchete e SBT, Cristian, por oito anos, trabalhou como voluntário no CVV – Centro de Valorização da Vida no turno da madrugada e conta que a função tem semelhanças com o jornalismo. “Essa experiência me ajudou a não pegar o problema para mim, assim como cobrir uma tragédia, um incêndio. Mas sempre tive problema em atender criança”, conta.
Os anos de voluntariado despertaram o interesse pela psicologia, mas o prazer pela escrita falou mais alto na hora de se formar e optou por jornalismo. O trabalho de conclusão de curso, porém, foi sobre o psicólogo Karl Roger, que deu nome ao modelo de atendimento usado pelo CVV. “Eu sempre tive uma coisa muito estranha de as pessoas me contarem informações muito íntimas logo num primeiro encontro, por isso depois da faculdade decidi fazer o curso de psicanálise.”
Pós-graduado em Literatura, Cristian atualmente divide sua rotina entre um cargo de funcionário público na Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP), o consultório e o mestrado sobre a linguagem de blogs jornalísticos. E não para por aí: o jornalista iniciou recentemente um curso de hipnose. “Por enquanto eu só faço brincadeiras de salão, como imobilizar a mão de uma pessoa”, revela. E já hipnotizou também alguns jornalistas, mas sem eles saberem, claro. “Não tem reloginho na cara: é uma forma de deixar uma pessoa agitada mais calma.”
Jornalismo medicinal Crédito:Cristiane Silva Formado em 1982 pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FAFI-BH), o jornalista Marcos Guião, natural de Goiânia (GO), trabalhou muitos anos como repórter fotográfico em grandes veículos. “Também trabalhei na Agência Angular, com um forte time de fotojornalistas, tais como João Bittar, Marcos Rosa, Marisa Carrião e Cristina Villares. Era um momento de forte efervescência política.” Mas foi devido a um acidente com seu pai, e muito tempo em hospitais, que surgiu o interesse pela área médica.
Chegou até mesmo a cursar enfermagem, porém sem conclusão. Nesse período, nasceu a atração por plantas medicinais. Quando voltou para Belo Horizonte, em 1990, as pessoas da comunidade pediam explicações a ele sobre o assunto. Foi quando surgiu o convite do SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) para ser instrutor de plantas medicinais. Durante o curso, explana sobre conceitos básicos dos princípios ativos, formulação de fitoterápicos, noções de plantio, colheita e secagem das medicinais. “Estou sempre na roça, conversando com as pessoas que lidam com plantas e trabalho com a realidade local.” Nas horas longe do verde, Guião ainda exerce a antiga profissão.
Ele atua como colunista da revista Ecológico, falando, é claro, sobre a sua atual atividade. “Hoje eu moro em um lugar lindo e sinto grande diferença na minha qualidade de vida. Vivo sujo, mas muito feliz.”