Crise em campo: É sempre final do 2º TEMPO
Crise em campo: É sempre final do 2º TEMPO
Crise em campo: É sempre final do 2º TEMPO
Enquanto a Seleção - espera-se - sua a camisa para trazer ao Brasil o hexa, jornalistas correm contra o tempo e analisam as principais dificuldades enfrentadas em coberturas de Copa do Mundo
Os cerca de mil jornalistas brasileiros credenciados para a cobertura da Copa da Alemanha terão uma rotina tão ou mais pesada na Europa do que tiveram na Ásia, em 2002. Engana-se quem pensa que os jogos do outro lado do planeta, com diferença no fuso horário em 12 horas, foram mais estressantes. Tudo depende do fechamento de cada um. Para os veículos impressos, por exemplo, a diferença de cinco horas no fuso horário dificulta o trabalho dos correspondentes. Para iniciar a apuração do dia, os enviados especiais terão que acordar às 7 horas, no horário local, e só poderão dormir à 2 horas da manhã do dia seguinte, quando as redações daqui do Brasil fecharem suas edições.
Na opinião de Antero Greco, editor assistente do caderno de esportes de O Estado de S. Paulo e comentarista da ESPN Brasil, a Copa da Alemanha certamente trará mais dor de cabeça. "Na Ásia, era diferente. Íamos dormir cedo porque já tínhamos coletado e repassado todo o material do dia. Enquanto as redações do Brasil abriam, no Japão estávamos indo para a cama", compara o jornalista, que está de malas prontas para fazer a cobertura da sua quinta Copa do Mundo. Mas ele brinca: "Aqui na redação, a gente fala que enviado especial tem de estar preparado para se ferrar!". Cobrir Copa do Mundo é sempre como jogar na final do segundo tempo para garantir a vitória com diferença apertada.
Diferentemente do meio impresso, os jornalistas de rádio e TV não vêem a diferença de horário como um problema. Cyro Martins, gerente de Jornalismo da Rádio Gaúcha, explica: "Nossa programação ao vivo no Brasil vai até às 20 horas, o que exigirá um esforço extra dos correspondentes para ficarem acordados até tarde. Mas nada que vá nos dificultar ou prejudicar". Visão com que Mauro Naves, repórter esportivo da TV Globo, compartilha. "A Copa da Ásia cansou bastante pela diferença de 12 horas do Japão para o Brasil. Acho que será bem mais fácil de se adaptar na Alemanha", opina.
Leia a matéria completa na edição 210 (março) de IMPRENSA






