Criminosos ateiam fogo contra carro de dono de jornal em Santa Bárbara D'Oeste (SP)

Criminosos ateiam fogo contra carro de dono de jornal em Santa Bárbara D'Oeste (SP)

Atualizado em 24/09/2008 às 09:09, por Adriana Douglas/Redação Portal IMPRENSA*.

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Na noite da última segunda-feira (22), o carro de Antonio Carlos Nazatto, sócio e proprietário do jornal Diário de Santa Bárbara - em Santa Bárbara D´Oeste, região metropolitana de Campinas (SP) - foi alvo de um incêndio supostamente criminoso, segundo informações do site Gazeta de Piracicaba.

De acordo com funcionários do Diário , o Golf branco, placa CZN 0650 de Limeira, estava estacionado em frente ao prédio do jornal, na rua Paulo de Moraes, na área central, quando ocorreu o fato. Vizinhos informaram que viram quando dois homens chegaram de motocicleta, se aproximaram do carro, jogaram um galão de combustível e atearam fogo.

Os funcionários disseram ainda que tentaram conter as chamas mas foi necessário a presença de uma guarnição do Corpo de Bombeiros. O carro ficou destruído. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar e a investigação será feita pelo DP da área.

Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Antonio Carlos Nazatto contou que prefere não fazer acusações concretas de quem ou o quê possa ter gerado o atentado, embora haja suspeitas de ataque pessoal. Ele lembrou que, há 15 dias, o jornal foi alvo de uma tentativa de assalto. Na ocasião, dois indivíduos invadiram o prédio, dizendo estarem "atrás de uma alta quantia em dinheiro que estava lá". "Eles perguntaram pelo proprietário da empresa e acabaram fazendo um funcionário refém. Eu abri os cofres, que não tinham nada, e eles levaram apenas celulares", explica.

Em seguida, um dos rapazes comentou que queria levar o carro de Antonio Carlos. A polícia chegou ao local rapidamente e conseguiu capturar os criminosos quando estavam nos arredores do jornal. "Não consigo imaginar que alguém esteja querendo fazer mal ao jornal ou a mim. Não temos problemas com ninguém", afirma. E completa: "O jornal publica informações escrachadas, ou seja, o que já é de conhecimento público, que todos na cidade já sabem". Ele contou, ainda, que, apesar de sua familiaridade com a cidade, está com medo de sair de casa.

*Com colaboração de Érika Valois

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