Criadores de Tulípio falam sobre sucesso do personagem no "IMPRENSA na TV" desta segunda-feira
Criadores de Tulípio falam sobre sucesso do personagem no "IMPRENSA na TV" desta segunda-feira
Criadores de Tulípio falam sobre sucesso do personagem no "IMPRENSA na TV" desta segunda-feira
PorA edição desta segunda-feira (08), do "IMPRENSA na TV" recebeu os criadores de Tulípio, Revista de Boteco , Eduardo Rodrigues e Paulo Stocker. A publicação foi criada a partir das anotações feitas por Eduardo durante experiências em bares e botecos da cidade de São Paulo.
Eduardo Rodrigues reuniu, por muitos anos, centenas de frases inspiradas na vida boêmia e as juntou com um personagem feito pelo cartunista Paulo Stocker. No entanto, o cartunista lembra que Tulípio, em princípio, era um ogro feito para um projeto infantil. Depois de alguns retoques, o personagem possuia os traços necessários para representar o bom bebedor. "Quando o Edu chegou com as frases, eu peguei aquele personagem e dei um corte no cabelo, fiz uma lipo na barriguinha, aí rolou".
Sobre a criação das frases, Eduardo relata que a observação é o caminho certo. "Ah, eu fico observando muito e penso no que vai acontecer em certa situação. Por exemplo, um cara que chega numa morenaça e está na cara que vai dar errado. Aí, eu fico imaginando o que vai sair daquilo, as conversas, os trejeitos....Aí, eu anoto em um guardanapo e guardo tudo".
Dois anos após o lançamento, a idéia da dupla amadureceu e Tulípio começa a se posicionar no mercado já como um produto, mas o clima que rodeia a criação das charges ainda é o mesmo. "A gente faz ainda meio por hobby, mas eu tenho muito prazer em fazer porque existe muita identificação com as pessoas que freqüentam os bares e isso pode até parecer um pouco amador, mas a estrutura que o Tulípio tem é muito profissional".
O sucesso do personagem é tamanho, que Eduardo relata ter visto pessoas vendendo a primeira edição da publicação. Vale lembrar que a revista é distribuída gratuitamente nos bares de várias cidades e capitais brasileiras. "Eu já vi um cara vendendo a edição de estréia por mais de R$ 15,00. Achei aquilo um barato", comenta.
Apesar da repercussão ser boa, a dupla pretende aumentar a tiragem da revista para 100 mil exemplares e continuar com a distribuição gratuita. Quando questionado pela apresentadora Thais Naldoni sobre a possibilidade da venda em bancas, Stocker diz ter recebido propostas, mas que o momento ainda é de divulgação do personagem. "Existem tantas possibilidades, tem gente que compra até se a gente colocar em banca. Uma editora até deu uma "namorada" com a gente, mas acabamos recusando a proposta no final".
Mesmo que a publicação seja independente e um pouco desconhecida do grande público, alguns nomes ilustres consideraram participar da criação das jornadas boêmias de Tulípio . Um deles é o consagrado cartunista Jaguar. No entanto, segundo Eduardo Rodrigues, Jaguar é um sujeito muito "off line" e isso torna o processo complicado. "Agora a gente já acertou com uma equipe e eles vão buscar os desenhos na mão do Jaguar, escanear e mandar para a gente", diz Eduardo.
Ainda sobre o prestígio de ter Jaguar como participante, Paulo Stocker diz que a admiração do cartunista é algo de inestimável valor. "Quando o Jaguar gosta de alguma coisa que a gente faz, isso vale muito mais que qualquer prêmio nacional, internacional, mundial. Qualquer coisa!".
Ao final do programa, a dupla lembrou da dificuldade em conseguir espaço nos jornais, principalmente, os de São Paulo. "Poxa, será que a gente precisa ficar com chapéu de mendigo na porta do jornal? Será que nós estamos magoados? Sim, mas desabafar faz bem, se guardar isso, dá câncer", diz Stocker. Ele ressalta, ainda, que no Rio de Janeiro, por exemplo, as propostas de grandes jornais aconteceram mais rapidamente e que a receptividade do mercado é muito mais ampla.
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