Crescimento digital
Crescimento digital
Atualizado em 13/04/2009 às 11:04, por
Redação Caderno de Mídia.
A publicidade na internet e os dispositivos de propaganda e venda on-line têm crescido cada vez mais. Ainda estão longe de disputar a maior fatia do bolo de mídia com os veículos mais tradicionais, é verdade. Mas indubitavelmente despontam como ferramentas de enorme potencial para um futuro não muito distante. Muitas empresas e agências já se deram conta disso há muito tempo e, ainda que os melhores formatos não tenham se desenvolvido, mantêm forte atividade no meio digital. A fim de investigar como está e como deve ficar o mercado, convidamos mídias de internet para debaterem o tema e inaugurarem a seção "1 X 4":
Pergunta
Enor Paiano | Diretor de Publicidade do UOL
Qual o percentual de verba de mídia (e não produção ou desenvolvimento de sites) que sua agência investiu na internet em 2008? O que poderia incentivar sua agência a aumentar este percentual?
Respostas
Pierre Mantovani | CEO Tribal e Digitas Brasil
Em 2008 a verba de mídia representou cerca de 15% da receita. Incentivar os nossos clientes a investirem mais em mídia na internet é o que pode aumentar este percentual. Atualmente, por conta da crise mundial, as empresas estão repensando os investimentos. E, como a mídia na internet é mensurável, aumentar a verba on-line e diminuir a tradicional, se bem planejado, pode ser uma ótima opção. Acredito que a conscientização do cliente venha da desmistificação a ser feita por todas as empresas do mercado on-line, mostrando cada vez mais o poder e o alcance do meio.
Patrícia Xandó | Diretora de Mídia do Bradesco da Age/Isobar
A participação on-line da agência em 2008 foi de 10%, que não é baixa se pensarmos que no mercado como um todo esse percentual é de 3,9% (fonte: IDG Now!). Por isso, eu acredito que a tendência em 2009 é de crescer. Acho que hoje temos grandes argumentos, mas é uma questão de tempo para que clientes e agências percebam cada vez mais a importância desse meio e o que ele pode trazer e fazer pela sua marca. Acredito, porém, que temos muito que melhorar para aumentar ainda mais esse percentual, como por exemplo a questão da tabela de preço dos veículos, que precisam ser mais reais, para não chegarmos a descontos exorbitantes de 99%. Com isso só conseguimos desvalorizar o nosso meio.
Marcelo Miranda | Diretor de Marketing da Sky
Em 2008, 13% da verba de publicidade da SKY foi investida em ações na internet. O aumento, ou não, deste percentual para 2009 está diretamente relacionado ao resultado obtido com este investimento. Ou seja, à efetividade das ações realizadas no que se refere à conversão do investimento em vendas.
Priscila Dias | Supervisora de Mídia Digital da Giovanni+Draftfcb
A participação da mídia on-line na Giovanni+ DraftFCB vem aumentando exponencialmente desde 2006. Alguns dos nossos clientes com grande histórico em off-line começaram suas operações em on-line conosco, como Habib's e Chamyto. Além do grande crescimento que tivemos com outros clientes como Gafisa, Nivea e Motorola. Em média, a participação on-line em um plano de mídia tem sido de 5 a 10%, com algumas poucas exceções. Essa ampliação poderia ser incentivada com um maior acesso à informação consolidada. Infelizmente, hoje no mercado não temos dados suficientes para defender o meio. Muito se fala, porém pouco se aprofunda. Com certeza, a rápida evolução e o crescimento diário dificultam essa análise. Assim, principalmente nessa época em que o mercado está passando por uma forte crise, qualquer investimento sem "a certeza dos números" parece pouco inteligente.
Pergunta
Enor Paiano | Diretor de Publicidade do UOL
Qual o percentual de verba de mídia (e não produção ou desenvolvimento de sites) que sua agência investiu na internet em 2008? O que poderia incentivar sua agência a aumentar este percentual?
Respostas
Pierre Mantovani | CEO Tribal e Digitas Brasil
Em 2008 a verba de mídia representou cerca de 15% da receita. Incentivar os nossos clientes a investirem mais em mídia na internet é o que pode aumentar este percentual. Atualmente, por conta da crise mundial, as empresas estão repensando os investimentos. E, como a mídia na internet é mensurável, aumentar a verba on-line e diminuir a tradicional, se bem planejado, pode ser uma ótima opção. Acredito que a conscientização do cliente venha da desmistificação a ser feita por todas as empresas do mercado on-line, mostrando cada vez mais o poder e o alcance do meio.
Patrícia Xandó | Diretora de Mídia do Bradesco da Age/Isobar
A participação on-line da agência em 2008 foi de 10%, que não é baixa se pensarmos que no mercado como um todo esse percentual é de 3,9% (fonte: IDG Now!). Por isso, eu acredito que a tendência em 2009 é de crescer. Acho que hoje temos grandes argumentos, mas é uma questão de tempo para que clientes e agências percebam cada vez mais a importância desse meio e o que ele pode trazer e fazer pela sua marca. Acredito, porém, que temos muito que melhorar para aumentar ainda mais esse percentual, como por exemplo a questão da tabela de preço dos veículos, que precisam ser mais reais, para não chegarmos a descontos exorbitantes de 99%. Com isso só conseguimos desvalorizar o nosso meio.
Marcelo Miranda | Diretor de Marketing da Sky
Em 2008, 13% da verba de publicidade da SKY foi investida em ações na internet. O aumento, ou não, deste percentual para 2009 está diretamente relacionado ao resultado obtido com este investimento. Ou seja, à efetividade das ações realizadas no que se refere à conversão do investimento em vendas.
Priscila Dias | Supervisora de Mídia Digital da Giovanni+Draftfcb
A participação da mídia on-line na Giovanni+ DraftFCB vem aumentando exponencialmente desde 2006. Alguns dos nossos clientes com grande histórico em off-line começaram suas operações em on-line conosco, como Habib's e Chamyto. Além do grande crescimento que tivemos com outros clientes como Gafisa, Nivea e Motorola. Em média, a participação on-line em um plano de mídia tem sido de 5 a 10%, com algumas poucas exceções. Essa ampliação poderia ser incentivada com um maior acesso à informação consolidada. Infelizmente, hoje no mercado não temos dados suficientes para defender o meio. Muito se fala, porém pouco se aprofunda. Com certeza, a rápida evolução e o crescimento diário dificultam essa análise. Assim, principalmente nessa época em que o mercado está passando por uma forte crise, qualquer investimento sem "a certeza dos números" parece pouco inteligente.






