CPJ solicita a libertação imediata de fotojornalista americano refém no Iêmen

Luke Somers, de 33 anos, é usado como moeda de troca pela organização extremista Aqpa, que pede que suas demandas sejam atendidas pelos EUA.

Atualizado em 05/12/2014 às 15:12, por Redação Portal IMPRENSA.

O Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ) fez um para repudiar o sequestro do fotojornalista norte-americano Luke Somers, de 33 anos. Capturado há mais de um ano no Iêmen, o profissional de imprensa foi filmado durante um vídeo publicado pela organização extremista Agpa, em que um dos líderes do grupo anuncia um ultimato aos Estados Unidos ao ameaçar executá-lo.
Crédito:Reprodução Luke Somers pode ser assassinado por extremistas
Nas imagens divulgadas na internet, o homem afirma que se as exigências não forem apreciadas nos próximos três dias — prazo que se encerra hoje —, o refém será assassinado sumariamente. As reivindicações não foram divulgadas, já que os EUA já saberia quais seriam.
O comunicador também aparece na filmagem. Ele se identifica e alega ter sido capturado há mais um ano na região. Ele aproveitou o espaço para fazer um apelo por “qualquer tipo de ajuda” que possa salvá-lo. Neste material, há ainda críticas à política americana no Oriente Médio.
Após o caso repercutir na imprensa em todo o mundo, o CPJ publicou uma nota para reiterar a posição de repúdio ao sequestro do repórter. "Fazemos um apelo para a libertação imediata de Luke Somers, que foi para o Iêmen para reportar notícias sobre o país em um momento crítico da sua história", diz o coordenador da entidade no Oriente Médio e Norte da África, Sherif Mansour.
“Esperamos que Luke, como Peter Theo Curtis, que foi libertado pelo braço direito da Al-Qaeda depois de um longo tempo sequestrado, será capaz de retornar com segurança para a sua casa e família em breve”, acrescenta. Somers foi sequestrado numa rua movimentada de Sana em setembro de 2013, sendo que, na época, nenhum grupo assumiu a responsabilidade sobre o rapto.
No entanto, alguns colegas temiam que ele teria sido pego pela Al-Qaeda ou seria vendido a organização terrorista, que usa os sequestrados como uma moeda de troca para conseguir se manter financeiramente. De origem britânica, Luke Somers é um cidadão americano que se mudou para o Iêmen para fazer a cobertura de um conflito civil. Lá, trabalhou como repórter freelancer.
Sua cobertura sobre a revolução no país e suas consequências foi publicada em diversos veículos de comunicação, como a versão da Al-Jazeera em inglês, a BBC, e o New York Times . No momento do sequestro, estava trabalhando ao lado de um editor e de um tradutor para acompanhar a Conferência de Diálogo Nacional, órgão formado como parte do processo de reconciliação do país.
Família de Somers exige liberdade
Em um vídeo publicado nesta sexta-feira (5/12), o irmão de Somer, Jordan, e sua mãe, Paula, pediram a libertação do fotojornalista Luke Somers e disseram que não sabem porque o familiar se tornou alvo da organização extremista ou quais seriam motivos para que ainda siga sequestrado.
"Luke é apenas um fotojornalista. Ele não tem responsabilidade sobre nenhuma ação que o governo norte-americano tem tomado", disse o seu irmão no vídeo.

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