CPJ divulga levantamento sobre impunidade em crimes contra jornalistas

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) divulgou na última terça-feira (8/12) o Índice Global de Impunidade, levantamento que leva emconsideração os quatorze países com maior nível de impunidade em relação aos assassinatos de em um período de dez anos.

Atualizado em 10/12/2015 às 15:12, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:Reprodução Entidade fez levantamento sobre mortes de jornalistas nos últimos dez anos
Para a edição deste ano, o estudo considerou mortes de jornalistas entre 1° de setembro de 2005 e 31 de agosto de 2015. A metodologia de pesquisa da entidade leva em consideração repórteres que tenham sofrido ataques deliberados – o que exclui situações como coberturas de protestos de rua.

"Apenas as nações com cinco ou mais casos não resolvidos foram incluídas neste índice. O CPJ define como assassinato todo ataque deliberado contra um jornalista relacionado com o trabalho da vítima. Este índice não inclui casos de jornalistas mortos em combate ou enquanto realizavam coberturas perigosas, como protestos de rua", diz trecho do estudo.

Entre os países do ranking estão, respectivamente (juntamente com o número de casos não resolvido), Somália (30), Iraque (84), Síria (11), Filipinas (44), Sudão do Sul (5), Sri Lanka (5), Afeganistão (5), México (19), Paquistão (22), Rússia (11), Brasil (11), Bangladesh (7), Nigéria (5) e Índia (11). As posições levam em consideração o número de habitantes por país – que explica as posições de Sudão do Sul, Sri Lanka e Afeganistão.

Em relação ao Brasil, o CPJ destacou o "crescente histórico de condenações de jornalistas e o comprometimento da presidente Dilma Rousseff em aplicar a 'impunidade zero' no país". A entidade, no entanto, ressaltou a falta de condenação aos "mandantes" dos crimes.

"Assim como ocorre com a maioria dos casos, a prestação de contas chegou apenas aos autores materiais, mas não até os autores intelectuais. O ajuizamento dos que ordenam o assassinato dos jornalistas continua sendo um desafio chave para romper o ciclo de violência no Brasil, em particular, se levarmos em conta o fato de os funcionários governamentais locais serem os principais suspeitos na maioria dos casos".