CPJ aponta clima repressivo para jornalistas nos Jogos de Inverno em Sochi
A pressão de autoridades do governo levou ao medo e autocensura entre os jornalistas russos para a cobertura bastante limitada dos próximos
Atualizado em 29/01/2014 às 17:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Segundo a Al Jazeera, o grupo, que monitora a liberdade de imprensa em todo o mundo, revelou um clima repressivo para o jornalismo em Sochi, onde os Jogos de Inverno vão começar em menos de duas semanas. Ameaças feitas por autoridades levaram a um silêncio da mídia sobre temas relacionados ao evento.
O relatório aponta três histórias não noticiadas que um correspondente, não identificado, constatou em Sochi. A primeira, é referente a um mandado de prisão do jornalista Nikolai Yarst, episódio que muitos consideraram como politicamente motivado. A segunda retrata o mal funcionamento em uma construção para residentes deslocados pela construção olímpica. A última era sobre o mau tempo que se dirigiu para a cidade, onde chuvas torrenciais já inundaram estradas recém-construídas.
"Você pode ter uma tempestade, um tornado e até mesmo um terremoto de nove pontos na escala Richter. Ainda assim, temos de escrever que todos os céus são claros sobre Sochi”, revelou o correspondente.
Muitos defensores da liberdade de expressão encaram o episódio como descritivo de tempos difíceis para o jornalismo. Embora alguns relatórios apontem corrupção, danos ambientais, exploração de trabalhadores e outros abusos retratados, em grande parte, por meio da documentação independente de ativistas, grupos de direitos humanos e jornalistas estrangeiros. Em muitos casos, ambos os meios estatais e privados na Rússia têm ignorado estas questões e informam apenas sobre eventos e declarações "oficialmente apuradas para a cobertura", apontou o CPJ.
O texto da entidade pediu às autoridades russas para deixar os jornalistas exercerem seu trabalho sem impedimentos. O órgão também solicitou aos patrocinadores olímpicos e ao Comitê Olímpico Internacional para exigir que a liberdade de imprensa fique protegida.





