Cosac Naify diz que repassará livros em produção para outras editoras

Após anunciar o encerramento de suas atividades na última terça-feira (1/12), a Cosac Naify informou que começará a procurar outras editoras para repassar os livros que estavam em processo de produção.

Atualizado em 02/12/2015 às 13:12, por Redação Portal IMPRENSA.

suas atividades na última terça-feira (1/12), a informou que começará a procurar outras editoras para repassar os livros que estavam em processo de produção.
Crédito:Reprodução Após anunciar fechamento, editora tenta repassar obras para outras empresas
De acordo com a Folha de S.Paulo , o fundador e editor Charles Cosac passou a função para a diretora editorial, Florencia Ferrari. "Vamos passar adiante de alguma maneira, mas ainda não sabemos como", disse. "O provável é que conjuntos de livros sejam vendidos para outras editoras."
A Cosac não pode vender livros que não estejam em domínio público, mas consegue negociar suas traduções e projetos gráficos. Segundo Florencia, a editora "não tem pressa". "Temos consciência de que os livros são muito valorizados e vamos fazer uma política de venda, mas não liquidação. A editora não faliu", afirmou.
Ainda segundo o jornal, com a possibilidade de novos cortes, o clima é de tensão na editora. Charles Cosac havia marcado uma reunião com os funcionários para falar do fechamento, mas remarcou o encontro para esta quarta-feira (2/12).
Questionada sobre os cortes, Florencia diz "não saber". "Talvez. Estamos todos demitidos de alguma maneira", afirmou. "A editora nunca encontrou um equilíbrio de fato. Há uma exaustão", acrescentou. Em situação deficitária devido ao alto investimento de seus projetos, alguns com produção gráfica sofisticada e sem garantia de retorno financeiro, a editora tentou, segundo o fundador, criar fórmulas que cobrissem os prejuízos, mas a situação do mercado não contribuiu.
“Eu vejo a editora se descaracterizando, se afastando daquilo que fez dela tão querida, e prefiro encerrar as atividades a buscar uma solução que possa comprometer seu passado”, disse Charles, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo .