Cortes no jornalismo da EBC ocorreram em favor da comunicação estatal, reclamam sindicatos
Incluindo a eliminação de 20 cargos na Diretoria de Jornalismo, o fim do telejornalismo local, o enfraquecimento das redações das rádios e atransferência de jornalistas da Agência Brasil para a comunicação do governo federal, as recentes mudanças na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) levaram dirigentes da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e representantes de sindicatos de jornalistas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro a se reunirem esta semana com o secretário executivo da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), Ricardo Zamora, e com o presidente da EBC, Hélio Doyle.
Atualizado em 05/05/2023 às 18:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Durante o encontro, os dirigentes sindicais reclamaram do enfraquecimento da produção jornalística da EBC, argumentando que as mudanças no organograma da empresa denotam uma priorização da comunicação estatal ante o jornalismo de interesse público. Com o enxugamento, hoje a EBC leva ao ar apenas um telejornal. Crédito: Reprodução Enxugamento da EBC ocorreu em favor da comunicação do governo Lula, reclamam sindicatos Os representantes dos trabalhadores também criticaram a falta de participação dos jornalistas no processo de tomada de decisões que levou ao redesenho da EBC e cobraram a realização de concurso público para preencher 72 vagas que estariam em aberto na empresa. O grupo também cobrou a instalação de um conselho curador na empresa.
Plano de carreiras
Em resposta às demandas, Doyle e Zamora negaram haver fortalecimento da comunicação governamental em detrimento da pública. O presidente da EBC também afirmou que pretende implementar um novo plano de carreiras e remuneração (PCR) antes de promover qualquer concurso público. Por sua vez, o secretário executivo da Secom observou que a instalação de um conselho curador exige o envio de uma medida provisória ou projeto de lei ao Congresso. Assim, o governo estaria estudando uma forma não legislativa de implementação desse instrumento.
Em resposta, as entidades demandaram participação na discussão do PCR e reafirmaram que a realização do concurso não pode esperar.





