Corte responsabiliza governo colombiano pelo assassinato de jornalista em 1998
p.p1 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica} A Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) responsabilizou o Estado colombiano pelo assassinato do jornalista Nelson Carvajal, ocorrido em 1998.
A decisão, comemorada pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), foi divulgada pela Associação Nacional dos Jornais (ANJ).
Segundo a ANJ, a Corte IDH ordenou que as autoridades continuem investigando a morte de Carvajal e organizem um evento público no qual altos funcionários aceitem e reconheçam a responsabilidade do Estado. O tribunal considerou o governo culpado de tratamento negligente à família do jornalista e disse que não investigou as ameaças de morte contra nove dos parentes de Carvajal, forçados a fugir do país.
O órgão também determinou que o governo garanta condições para o retorno seguro dos parentes do jornalista que vivem atualmente no exterior, que lhes pague indenização e forneça acesso a aconselhamento.
"A decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos é um passo importante em direção à justiça há muito esperada para Nelson Carvajal Carvajal. A Colômbia deve cumprir as exigências do tribunal", disse em Nova York, Carlos Martínez de la Serna, o diretor de Programas do CPJ. "Ao responsabilizar diretamente a Colômbia por não investigar o assassinato e proteger a família do jornalista, a Corte está sinalizando que a impunidade não será mais tolerada".
Professor e jornalista, Carvajal era apresentador da Radio Sur, em Pitalito, uma cidade no sudoeste da Colômbia. Nela, ele noticiava frequentemente escândalos de corrupção do governo local e lavagem de dinheiro por narcotraficantes.
Em 16 de abril de 1998, ele foi baleado várias vezes e morreu. Em 2015, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão irmão do tribunal, determinou que Carvajal foi morto em retaliação por seu trabalho como jornalista, uma conclusão que o tribunal ratificou em sua sentença.
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