Corte freia investigações sobre massacre de jornalistas

Corte freia investigações sobre massacre de jornalistas

Atualizado em 13/05/2011 às 12:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Uma resolução na Corte das Filipinas pode frear a investigação dos suspeitos pelo Massacre de Maguindanao, no qual foram assassinados 32 jornalistas e profissionais de comunicação, em 2009. O (CPJ) declarou-se extremamente preocupado com a decisão da corte filipina, na última quinta-feira (12).
No último dia 12 de abril, a Corte de Apelações de Manila, por meio de seu integrante Danton Bueger, ordenou que Monette Salaysay, viúva de um dos jornalistas mortos no massacre, e Rowena Paraan, diretora do Sindicato de Jornalistas das Filipinas (NUPJ), enviassem uma explicação por escrito a respeito de comentários que haviam feito sobre uma petição que pedia liberação de Zaldy Ampatuan. Ele é um dos seis membros da família Ampatuan, suspeita de encomendar o massacre.
Segundo Bueger, as afirmações que elas declararam eram "parciais e injustas" e que "são infundadas e maliciosas, com a pretensão de colocar membros da corte em maus lençóis". Agora elas enfrentam a possibilidade de enfrentar acusações perante a Justiça, que vão de seis meses de prisão até multas de três mil pesos (US$ 700).
Salaysay respondeu em sua declaração formal que apenas citou uma coluna do Philippine Inquirer que insinuava que a Justiça havia recebido 200 milhões de pesos (US$4.7 milhões) para derrubar as acusações feitas à Zaldy Ampatuan.
Uma investigação do CPJ avaliou que membros das famílias das vítimas do massacre foram intimidades e sofreram tentativa de suborno, por pessoas ligadas à família Ampatuan, para desistir das acusações.
O comitê emitiu declaração, exortando à corte filipina para desistir das acusações e continuar com as investigações sobre o massacre. "Clamamos a Corte de apelações para reconsiderar a resolução contra Monette Salaysay e Rowena Paraan, que ameaçam ter um efeito de "esfriamento" nas investigações de monitoramente dos procedimentos do Massacre da Maguindao", disse Shawn Crispin, representante do Sudeste Asiático do CPJ. "A justiça da corte deveria preservar as vítimas e não restringir a elas e a grupos que monitoram a liberdade de expressão".

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