Correspondentes relatam condições precárias em hotéis para a imprensa em Sochi

Os diversos correspondentes que se preparam para realizar a cobertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, na Rússia, decidiram relatar as condições precárias nas acomodações do país em suas redes sociais.

Atualizado em 06/02/2014 às 16:02, por Redação Portal IMPRENSA.


“A CNN reservou 11 quartos em um hotel da Sochi 2014, cinco meses atrás. Estamos aqui faz um dia e apenas um quarto está disponível”, relatou Harry Reekie, que também divulgou uma foto das cortinas quebradas na janela do hotel.
Segundo a Época , Shaun Walker, correspondente do Guardian em Moscou, presenciou um elevador quebrado com menos de um dia de uso. Ele destacou a péssima qualidade dos serviços e se disse supreso com uma garçonete que afirmou não esperar a quantidade de pessoas que foram para o país.
“Meu hotel não tem água. Quando volta, há um aviso: não use em seu rosto porque contém algo muito perigoso”, afirmou. Logo depois, quando o abastecimento de água foi restabelecido, a repórter publicou uma foto de um líquido amarelado: “A água voltou, mais ou menos. Vendo pelo lado bom, agora eu sei como uma água muito perigosa se parece", revelou Stacy St. Clair, do Chicago Tribune .
Além dos relatos da imprensa, um ativista russo lançou um em que detalha promessas não cumpridas, obras superfaturadas e favorecimentos de contratos e concessões realizados pelo governo russo.
Os Jogos começam na próxima sexta-feira (7/2) e vêm sofrendo duras críticas em virtude do orçamento final, estipulado em US$ 51 bilhões, um dos eventos mais caros da história. Muitas obras ainda estão em andamento. “Em alguns quartos, vi que ainda havia trabalhadores dormindo e vivendo ali”, disse Jorge Reuter, que esteve em Sochi na segunda metade de janeiro.