Correspondentes da EFE reclamam de nova política de pagamento da agência

Correspondentes da EFE reclamam de nova política de pagamento da agência

Atualizado em 02/04/2009 às 13:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Correspondentes da agência de notícias EFE na Galícia, na região norte da Espanha, manifestaram nesta quinta-feira (02) indignação pela decisão da empresa de pagá-los por notícia emitida, negando-lhes um salário fixo. Segundo o Sindicato dos Jornalistas de Portugal, nas regiões das Ilhas Canárias e da Anadaluzia a situação é semelhante.

O jornalista José Lorenzo Benítez acusa a agência de limitar o trabalho dos profissionais a sete notícias por dia, sendo que duas devem ser exclusivas para a EFE. Cada notícia regional vale 7 euros; aumentando para 11 se for nacional. Já uma notícia regional exclusiva vale 11 euros, e se for nacional 16, assim como as fotografias.

"A mensagem aos jornalistas é muito clara: deixem de interpretar a realidade e cuidar da língua espanhola e convertam-se em meros reprodutores audiovisuais sem critério próprio", afirmou Benítez. Os jornalistas recebiam em média 600 euros mensais, e afirmam que há anos a EFE prometia melhorar a situação se eles trabalhassem sem carteira assinada, pagando por conta própria os 220 euros da segurança social.

A empresa alega que pode melhorar o pagamento de jornalistas que trabalham com áudio e vídeo e tem equipamento próprio - são 40 euros por material bruto e 80 se já estiver editado.

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