Correspondentes da EFE reclamam de nova política de pagamento da agência
Correspondentes da EFE reclamam de nova política de pagamento da agência
Correspondentes da agência de notícias EFE na Galícia, na região norte da Espanha, manifestaram nesta quinta-feira (02) indignação pela decisão da empresa de pagá-los por notícia emitida, negando-lhes um salário fixo. Segundo o Sindicato dos Jornalistas de Portugal, nas regiões das Ilhas Canárias e da Anadaluzia a situação é semelhante.
O jornalista José Lorenzo Benítez acusa a agência de limitar o trabalho dos profissionais a sete notícias por dia, sendo que duas devem ser exclusivas para a EFE. Cada notícia regional vale 7 euros; aumentando para 11 se for nacional. Já uma notícia regional exclusiva vale 11 euros, e se for nacional 16, assim como as fotografias.
"A mensagem aos jornalistas é muito clara: deixem de interpretar a realidade e cuidar da língua espanhola e convertam-se em meros reprodutores audiovisuais sem critério próprio", afirmou Benítez. Os jornalistas recebiam em média 600 euros mensais, e afirmam que há anos a EFE prometia melhorar a situação se eles trabalhassem sem carteira assinada, pagando por conta própria os 220 euros da segurança social.
A empresa alega que pode melhorar o pagamento de jornalistas que trabalham com áudio e vídeo e tem equipamento próprio - são 40 euros por material bruto e 80 se já estiver editado.
Leia mais






