Correspondente do WSJ também foi vítima de médico denunciado por influencer
Samantha Pearson é repórter do jornal norte-americano no Brasil
Atualizado em 15/12/2021 às 10:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Samantha Pearson, correspondente do jornal The Wall Street Journal no Brasil, revelou ter sido uma das vítimas de violência obstétrica do ginecologista Renato Kalil. A denúncia foi uma entre as que vieram à tona após o caso da influenciadora Shantal Verdelho contra o médico.
"Ele olhou para mim e disse: 'Seu marido é bonitão e se você não emagrecer, ele vai te trair'. Eu me senti super humilhada, essa que é a palavra, ele me fez sentir humilhada várias vezes", revelou em entrevista para o SP1. Crédito:Reprodução/Youtube
Samantha Pearson é correspondente do The Wall Street Journal em São Paulo Após o parto, ele voltou a fazer comentários sobre o corpo da repórter, desta vez em conversa com o marido.
"Ele falava da minha vagina como se eu não estivesse ali. Passei semanas chorando sozinha em casa, sem saber se ele tinha dado mais pontos do que o necessário, com medo de transar, de sentir dor".
Além de Samantha, a escritora Tati Bernardi também relatou uma situação vivida com o médico. Ela passou apenas por uma consulta e nunca mais retornou. "Ignorou o que eu falava e só falava dele mesmo. Expôs a própria mulher e outras pacientes em histórias que contou", disse.
"Não quis me examinar porque a equipe dele fazia isso para ele, que era chique demais para pré-natal (ainda bem que nunca colocou a mão em mim)".
Em uma das suas colunas no jornal Folha de S.Paulo, Tati narrou algumas das experiências ruins com obstetras. "Ouvi de amigas que ele [Kalil] sempre dava "o pontinho do marido" depois do parto para a vagina ficar mais apertadinha, e nunca mais pisei lá. Na época escrevi uma crônica para a Folha contando a experiência, mas sem dar nomes, e ele ficou doido, falando mal de mim para pessoas próximas", conclui.
Na segunda-feira (13), o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) informou que abriu um processo interno de apuração sobre as denúncias da influencer Shantal Verdelho.
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"Ele olhou para mim e disse: 'Seu marido é bonitão e se você não emagrecer, ele vai te trair'. Eu me senti super humilhada, essa que é a palavra, ele me fez sentir humilhada várias vezes", revelou em entrevista para o SP1. Crédito:Reprodução/Youtube
Samantha Pearson é correspondente do The Wall Street Journal em São Paulo Após o parto, ele voltou a fazer comentários sobre o corpo da repórter, desta vez em conversa com o marido. "Ele falava da minha vagina como se eu não estivesse ali. Passei semanas chorando sozinha em casa, sem saber se ele tinha dado mais pontos do que o necessário, com medo de transar, de sentir dor".
Além de Samantha, a escritora Tati Bernardi também relatou uma situação vivida com o médico. Ela passou apenas por uma consulta e nunca mais retornou. "Ignorou o que eu falava e só falava dele mesmo. Expôs a própria mulher e outras pacientes em histórias que contou", disse.
"Não quis me examinar porque a equipe dele fazia isso para ele, que era chique demais para pré-natal (ainda bem que nunca colocou a mão em mim)".
Em uma das suas colunas no jornal Folha de S.Paulo, Tati narrou algumas das experiências ruins com obstetras. "Ouvi de amigas que ele [Kalil] sempre dava "o pontinho do marido" depois do parto para a vagina ficar mais apertadinha, e nunca mais pisei lá. Na época escrevi uma crônica para a Folha contando a experiência, mas sem dar nomes, e ele ficou doido, falando mal de mim para pessoas próximas", conclui.
Na segunda-feira (13), o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) informou que abriu um processo interno de apuração sobre as denúncias da influencer Shantal Verdelho.
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