Correspondente do Estado é preso e do The Guardian está desaparecido na Líbia
Correspondente do Estado é preso e do The Guardian está desaparecido na Líbia
Atualizado em 10/03/2011 às 09:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Correspondente do Estado é preso e do The Guardian está desaparecido na Líbia
Atualizado às 11:26O repórter Andrei Netto, correspondente do jornal O Estado de S. Paulo na Líbia, foi preso a oeste da capital Trípoli por forças leais a Kadaffi. O Estado vinha sendo informado indiretamente sobre o paradeiro de seu repórter, mas desde domingo (6/03) não havia nenhum tipo de contato com a redação ou notícia sobre seu paradeiro.
O contato direto por meio de telefonemas e emails já havia sido cortado por motivos de segurança.
Na ultima quarta-feira (9/03), informações ainda não confirmadas apontavam que Netto provavelmente estaria preso em Zawiya, cidade a 30 km de Trípoli, palco de violentos confrontos entre rebeldes e forças pró-Kadaffi. Além do correspondente, foram presos também outro jornalista e o guia líbio que os acompanhava.
Em conversa por telefone com o Estado, o vice-chanceler da Líbia, Khaled Qaim, disse que a notícia da prisão era "provavelmente correta". Ele já estava informado sobre o assunto antes de ser contatado pelo jornal e se comprometeu a ajudar a localizar o brasileiro. Até o ínicio da noite de quarta, porém, Trípoli não tinha confirmado oficialmente a detenção.
Netto entrou em território líbio pela fronteira da Tunísia no dia 19, dias após o início dos confrontos entre Kadafi e opositores. Pouco a pouco, ele foi avançando na direção de Trípoli, mas parou em Zawiya, onde se intensificaram os confrontos.
Correspondente do jornal desde 2006, sediado em Paris, o repórter Andrei Netto, 34 anos, já fez a cobertura de grandes eventos internacionais como cúpulas do G-20, o acidente Rio- Paris do voo 447 da Air France e o terremoto L'Áquila na Itália.
O jornal The Guardian também informou que um de seus correspondentes, Ghaith Abdul-Ahad, que viajava junto com Andrei Netto, não entra em contato com a redação desde domingo, quando se soube de seu paradeiro por meio de terceiros. O jornal já entrou em contato com autoridades do governo na Líbia pedindo para que todos os esforços fossem feitos para encontrar os jornalistas.
Abdul - Ahad, de origem iraquiana, escreve para o Guardian desde 2004. É um profissional altamente respeitado pelo jornal para o qual já escreveu matérias de suas coberturas na Somália, Sudão, Iraque e Afeganistão.
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