Correspondente do Estadão na China é intimidada a não escrever sobre revoluções
Correspondente do Estadão na China é intimidada a não escrever sobre revoluções
Atualizado em 03/03/2011 às 16:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Correspondente do Estadão na China é intimidada a não escrever sobre revoluções
A correspondente do jornal O Estado de S. Paulo na China, Claudia Trevisan, foi avisada pelo governo do país que deve se "adequar" às regras da cobertura de imprensa caso não queira perder seu visto.A "sugestão" do governo ocorre por conta da movimentação que a onda de protestos que se iniciou na Tunísia, teve o ápice no Egito, e se propagou rapidamente pela internet - a chamada "Revolução dos Jasmins" - chegasse também à sociedade local. "O policial pediu que eu assinasse um documento dizendo que nunca mais escreveria sobre a Revolução do Jasmim chinesa - que até agora não aconteceu. Eu me recusei", contou a jornalista em seu .
Diante da negativa de Claudia, o policial então pediu que ela prometesse a ele, verbalmente, que nunca mais voltaria a escrever sobre a "Revolução do Jasmim". "Também recusei", contou.
"Depois disso o encontro foi encerrado, com o policial dizendo que havia dado o seu recado: se eu voltar a descumprir as regras, meu visto será cancelado", relatou.
Segundo Claudia, o principal problema para repórteres na China é o fato de que "não há clareza sobre o que é proibido ou permitido e a fronteira muda constantemente, de acordo com os interesses do governo". "Isso não se aplica só aos correspondentes estrangeiros, mas também aos cidadãos do país", finalizou.
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