Correspondente do Clarín teria sido barrada em entrevista de ministra argentina
Correspondente do Clarín teria sido barrada em entrevista de ministra argentina
Correspondente do Clarín teria sido barrada em entrevista de ministra argentina
A correspondente do jornal Clarín no Brasil, Eleonora Gosman, teria sido impedida, na última quinta-feira (09), de participar de uma coletiva de imprensa concedida pela ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, em Brasília.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo , a jornalista afirmou que um subordinado da ministra teria informado que o evento seria uma reunião privada, mas permitiu a entrada de dois outros jornalistas, que trabalhavam para uma publicação aliada do governo.
O governo argentino declarou uma espécie de guerra contra os jornais oposicionistas da Argentina, incluindo o Clarín e o La Nación . Recentemente, a presidente Cristina Kirchner havia denunciado as duas publicações por crimes contra a humanidade, e por terem adquirido de forma ilegal ações da Papel Prensa, maior produtora de papel-jornal da Argentina, durante a ditadura militar.
Além disso, o governo havia aumentado a oferta de verbas publicitárias oficiais aos jornais aliados, em detrimento dos veículos de oposição. O Clarín havia perdido 60% da publicidade oficial que recebia em 2008, época em que não enfrentava acusações de Cristina.
Na última quarta (08), a Casa Rosada regulamentou uma lei que obriga grandes empresas de comunicação do país a vender, em um prazo de um ano, suas licenças para operar emissoras de rádios e TV. O Grupo Clarín, um dos maiores conglomerados de comunicação da América Latina, e a holding de mídia Uno, se opuseram à nova legislação.
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