Correspondente da Globovisión segue desaparecida; ministro acusa a oposição
A jornalista Nairobi Pinto, correspondente-chefe da emissora venezuelana Globovisión, permanece desaparecida, segundo seu pai, Luis Pinto, que testemunhou o sequestro da filha na tarde do último domingo (6/4) na porta de sua casa.
Atualizado em 09/04/2014 às 10:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução/Instagram Jornalista foi sequestrada na porta de casa
Segundo o G1, a profissional foi raptada por três indivíduos encapuzados. O pai, também jornalista, disse que até o momento não recebeu nenhum contato por parte dos sequestradores. "Quero transmitir a angústia que sinto nesse momento. Peço que não a machuquem. Confio em Deus, mas me sinto impotente”, acrescentou.
Nairobi, de 29 anos, é correspondente-chefe da Globovisión e morava na região de Los Chaguaramos, em Caracas. Há suspeitas de que o crime foi efetuado pelo Grupo Antiextorsão e Sequestro (GAES) da polícia científica.
Ministro associa sequestro a barricadas da oposição
O ministro do Interior da Venezuela, Miguel Rodríguez Torres, associou o sequestro da jornalista às barricadas da oposição, montadas próximas à casa dela. Ele não deu detalhes sobre o caso, mas pontuou que as autoridades seguem as investigações.
"Ali se manteve uma barricada muito violenta. Nos chamaram a atenção os crimes, vários roubos e até uma tentativa frustrada de sequestro naquele lugar", afirmou.
O país é um dos mais violentos do mundo. Dados oficiais apontam que crimes hostis custaram a vida de mais de 11 mil venezuelanos em 2013. Em 2012, esse número foi de 16 mil. A ONG Observatório Venezuelano contesta os dados e afirma que ocorreram 25 mil assassinatos ao longo de 2013.





