Correspondente da AP no Afeganistão questiona seu papel ao acompanhar tropas dos EUA

Correspondente da AP no Afeganistão questiona seu papel ao acompanhar tropas dos EUA

Atualizado em 20/04/2010 às 16:04, por Redação Portal IMPRENSA.

O repórter da agência de notícias Associated Press, Christopher Torchia, apontou, por meio de escrita em primeira pessoa, as dificuldades em manter distância profissional durante o período em que acompanhou as atividades de uma tropa norte-americana no Afeganistão.

O repórter estava inserido no dia-a-dia do Exército dos EUA, acompanhando apenas um dos lados da disputa, na intenção de entender o funcionamento das tropas.

Em partes de seu texto, Torchia questiona como deve se portar diante de algumas situações, como se deve ou não oferecer ajuda a um soldado para carregar munições, uma vez que traz consigo apenas caneta e papel.

"Estou morando, comendo e respirando com esses caras. Eles precisam de uma ajudinha aqui", diz o jornalista ao carregar o cinto com projéteis.

"Seus anfitriões, unidades militares em ação, oferecem não apenas informações, mas também comida, abrigo, transporte e, com sorte, alguma segurança", descreve Torchia.

Durante seus 21 anos de carreira na AP, Torchia passou por coberturas de periculosidade elevada na Colômbia, na Ásia, onde escreveu sobre i tsunami de 2004, temendo que seu irmão estivesse entre as vítimas.

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